BLOG CATÓLICO PARA OS CATÓLICOS.

BLOG CATÓLICO, PARA OS CATÓLICOS.

"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Igreja Católica poderá aceitar pastores luteranos como sacerdotes. Divina Caridade da Igreja Católica.


Perto do adversário de 500 anos da Reforma Protestante, declarações do cardeal Kurt Koch,  presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos: Vaticano analisa a possibilidade de ocorrer com pastores luteranos o mesmo que ocorreu com os pastore anglicanos em 2009.
Desde então, cerca de 100 ex-pastores e 8 ex-bispos anglicanos foram recebidos e re-ordenados para servir as congregações católicas, cuidando de um rebanho de aproximadamente 4000 fieis.
Na época do aceite, o documento papal Anglicanorum coetibus estabeleceu as condições de os sacerdotes da Igreja Anglicana serem reconhecidos pelos católicos. “O santo padre buscou uma solução que, na minha opinião, foi bastante aberta, levando em conta que as tradições eclesiásticas e litúrgicas dos anglicanos foram levadas em consideração. Se desejos semelhantes são expressos pelos luteranos, então precisamos refletir sobre eles. No entanto, a iniciativa cabe aos luteranos”.
Caso seja levado adiante, as comunidades luteranas que desejarem poderá entrar em plena comunhão com a Santa Sé. O movimento de aproximação ocorre principalmente na Alemanha. O cardeal lembra que a “Declaração conjunta sobre da outrina da justificação”, assinada em Augusta, em 1999, por católicos e luteranos foi um grande passo à frente no diálogo.
“Resta-nos agora a tarefa de discutir o aspecto eclesiológico desta declaração conjunta. Sabemos que os evangélicos têm um entendimento diferente dos católicos sobre a Igreja. Não basta simplesmente reconhecermos uns aos outros como Igreja. Precisamos de um amplo diálogo teológico sério sobre o que constitui a essência da Igreja”, disse Koch.
Koch anunciou que, para 2017, aniversário de quinhentos anos da Reforma, o Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos está preparando um comunicado conjunto com a Federação Luterana Mundial.
O cardeal destacou ainda que há um bom diálogo com os membros das igrejas ortodoxas, que estão bastante envolvidos na preparação de um sínodo pan-ortodoxo. “Pessoalmente, estou convencido que, quando isso ocorrer, será um grande passo à frente no diálogo ecumênico. Por isso nós temos que apoiar os esforços dos ortodoxos e ter paciência. Nas comissões ecumênicas, continuamos o diálogo teológico sobre a relação entre a sinodalidade e o primado”, reafirmou.
Durante a entrevista, comentou o cinqüentenário do Concílio Vaticano II, que trouxe algumas mudanças na compreensão vigente de que a Igreja Católica é a única igreja. “Tento ver o Conselho igualmente como uma ruptura, mesmo que de uma maneira muito diferente. O santo padre tem questionado essa compreensão da hermenêutica conciliar e propôs uma hermenêutica da reforma, que une a continuidade e renovação”.
Traduzido e adaptado de Catholic Culture, Zenit e Anglicanink

Bispo expulso de Cuba por Fidel Castro na revolução comunista está a caminho dos altares.

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Expulso de Cuba pela revolução comunista em 1961, Dom Eduardo Boza Masvidal, na época Bispo Auxiliar de La Habana, está a caminho dos altares.

O prelado fez parte do grupo de 131 sacerdotes e religiosos que em 17 de setembro de 1961 foram expulsos de Cuba em uma embarcação que os levou até a Espanha. O plano fazia parte da política comunista que visava acabar com a Igreja Católica na ilha.

Posteriormente viajou para a Venezuela, onde trabalhou por mais de quatro décadas, especialmente como Vigário Geral de Los Teques. Fundou movimentos para ajudar e manter unidos aos cubanos da diáspora, aos que visitou em diversos países da América e Europa. Faleceu na diocese de Los Teques (Venezuela) em 16 de março de 2003 aos 87 anos.

“A fama de santidade deste servo de Deus está viva entre os fiéis da Diocese de Los Teques (Venezuela) e em outras partes do mundo, especialmente entre seus conterrâneos, os cubanos da diáspora, para os quais foi um verdadeiro padre e pastor, consolo e alento na amargura do exílio”, expressa a proclamação da causa aberta este ano na Diocese de Los Teques .

Um dos que acompanhou a Dom Boza em sua viagem à Espanha foi o então Padre Agustín Román, posteriormente nomeado Bispo Auxiliar de Miami (Estados Unidos).

Em 15 de maio de 2010, Dom Agustín Román recordou o caso em um artigo publicado pelo “Diario Las Américas” por ocasião dos cinquenta anos da ordenação episcopal de Dom Boza Masvidal.

“Nessa época a perseguição contra a Igreja foi dura da parte do governo. Tínhamos 700 sacerdotes para atender a seis milhões de fiéis. Desde os anos 60 as expulsões de sacerdotes começaram com a desculpa de que eram estrangeiros. O plano era limitar o clero à 200 sacerdotes com os quais, segundo eles pensavam, se debilitaria a Igreja até extinguir-se”.

Segundo o prelado, os sacerdotes eram pegos durante as noites sem passaporte e nem nenhum objeto, apenas com a roupa do corpo.

Quando a embarcação espanhola zarpou, “retiramos a cobertura que nos impedia de ver ao panorama e dali conseguimos olhar Cuba no horizonte que aos poucos ia desaparecendo, assim como a nossa esperança de um regresso rápido”.

Em meio dos incômodos, “o Bispo a cada dia rezava a Missa, e ao comentar as leituras descobríamos a visão de Fé do ‘homem de Deus’ que com sua palavra nos fortalecia (…). Ali conheci melhor ao Bispo cubano” que nos convidava a “servir em qualquer lugar em que nos recebessem, sem esquecermos de Cuba”.

Em 27 de setembro, a Covadonga chegou a Espanha. “Ao sair do barco a imprensa esperava Dom Boza. Um jornalista, assombrado ao ver entre tantos passageiros os 131 sacerdotes expulsos, disse ao Bispo: ‘Parece que Deus se esqueceu da Igreja em Cuba’ e o Bispo respondeu: ‘Não, parece que Deus quer que a Igreja em Cuba seja missionária’”.

“Depois de tantos anos, ao recordar desta frase, creio que no coração do Bispo havia uma resposta ao mandato do Senhor: ‘Ide e fazei que todos os povos sejam meus discípulos’”, concluiu Dom Román. (EPC)

Com informações da ACI.


 

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

UNÍSSONO ECO DA VERDADE CATÓLICA SOBRE A REFORMA PROTESTANTE.



“Em meio a esses flagelos, elevavam-se homens orgulhosos e rebeldes, inimigos da Cruz de Cristo, homens de sentimentos terrestres que não tinham por Deus senão o próprio ventre. Esses homens, em lugar de se aplicarem à reforma dos costumes, negavam os Dogmas, multiplicavam as desordens, relaxavam, para si e para os outros, o freio da licença; ou pelo menos, desprezando a direção autorizada da Igreja, para lisonjear as paixões dos príncipes e dos povos mais corrompidos chegavam por uma espécie de servidão a derrubar a Doutrina, a Constituição e a Disciplina da Igreja. E depois, imitando os ímpios a quem se dirige a ameaça: 'Ai de vós que chamais mal ao bem e bem ao mal', chamavam reforma a essas rebeliões sediciosas e essa perversão da Fé e dos Costumes, e se intitulavam a si mesmos reformadores. Porém, na realidade eles eram corruptores pois, atrofiando, à força de dissenções e de guerras, as energias da Europa, preparavam as revoltas e a apostasia dos tempos modernos” (São Pio X, Carta Encíclica “Editae Saepe”, de 26 de Maio de 1910, por ocasião do tricentenário da Canonização de São Carlos Borromeu).

“... Certamente é uma boa ação assistir aos Protestantes em suas necessidades ou doenças, e favorecê-los, sobretudo com a esmola espiritual, para que cheguem a reconhecer a verdade; mas, assistir a certas funções religiosas do erro, é mau, é trair a Fé Católica” (Beato Pio IX, Audiência à Deputação Francesa, em 12 de Junho de 1871).

“O Protestantismo não é senão outra forma da verdadeira religião cristã, na qual se pode agradar a Deus do mesmo modo que na Igreja Católica [cfr. Enc. “Noscitis et Nobiscum”, de 8 de Dezembro de 1849]” (Beato Pio IX, “Sílabo Contendo os Principais Erros da Nossa Época”, de 8 de Dezembro de 1864).

“... Estes exemplos preclaros de inquebrantável sujeição aos príncipes, baseados nos santíssimos Preceitos da Religião Cristã, condenam a insolência e a maldade dos que, instigados por torpes desejos de liberdade sem freios, outra coisa não se propõem do que calcar os direitos dos príncipes e reduzir os povos à mísera escravidão, enganando-os com aparências de liberdade. Este foi o objetivo dos valdenses, dos begardos, dos wiclefitas e de outros filhos de belial que foram a desonra do gênero humano, tantas vezes anatematizados pela Sé Apostólica. Sem outro motivo senão o de se congratularem com Lutero por haver rompido todo vínculo de dependência, esses inovadores se esforçam audazmente por perpetrar as maiores maldades...” (S.S. o Papa Gregório XVI, Carta Encíclica “Mirari vos”, de 15 de Agosto de 1832).

“Essas provas da bondade intrínseca da Igreja são tão brilhantes e sublimes quanto perenes. Vemos, no entanto, como na Idade Média e nos primeiros séculos, nos tempos presentes esta Igreja, assaltada e até certo ponto mais dura e dolorosamente que nunca. Em consequência de uma série de causas históricas, bem conhecidas, a Pseudo Reforma ergue no século XVI o estandarte da revolta e, resolvida a ferir a Igreja no coração, atirou-se audaciosamente contra o Papado. Rompendo o vínculo da antiga unidade de Jurisdição e de Fé, que reunia o povo sob uma só proteção materna em um só redil, aumentando-lhe, sem cessar, pela harmonia das ideias, a força, o prestígio e a glória, introduziu nas fileiras cristãs uma desagregação lamentável e perniciosa...” (S.S. o Papa Leão XIII, Carta Encíclica “Parvenu”, de 19 de Março de 1902).

“Esta ousadia de homens tão falsos que ameaça cada dia a sociedade civil com maiores ruínas, e que estremece a todos com inquietante preocupação, tem sua causa e origem nas peçonhentas doutrinas que, difundidas entre os povos como boas sementes em tempos passados, produziram em seu tempo frutos tão danosos. Bem sabeis, Veneráveis Irmãos, que a guerra cruel iniciada contra a Fé Católica pelos inovadores, desde o 16º século e que vem recrudescendo diariamente até o presente, tinha por fim unicamente afastar toda Revelação e toda Ordem Sobrenatural, para abrir a porta aos inventos e delírios da razão” (S.S. o Papa Leão XIII, Carta Encíclica “Quod Apostólici Muneris”, de 28 de Dezembro de 1878).

“Desde os três primeiros séculos e desde as origens da Igreja, período em que o Sangue dos Cristãos fecundou toda a terra, pode-se dizer que nunca a Igreja correu tão grande perigo como o que se manifestou nos fins do século XVIII. Então uma filosofia em delírio, a continuação da heresia e a apostasia dos inovadores, adquiriu sobre os espíritos um poder de sedução, provocando transformação total, com o propósito determinado de destruir as bases cristãs da Sociedade, não somente na França, mas pouco a pouco em todas as nações” (S.S. o Papa Bento XV, Carta Encíclica “Anno Jam Exeunte”, de 7 de Março de 1917; cfr. “A Paz Interior das Nações”, [PIN 486], Ensinamentos Pontifícios, apresentação e índices pelos Monges de Solesmes, Desclée et Cie, 1962).

“O primeiro a levantar a bandeira da rebelião contra a Fé Católica, e principal autor dos males que amarguraram a Igreja neste tempo foi Lutero. Com seu sistema perverso de submeter a Palavra de Deus ao exame e juízo de cada um, causou mais dano à Religião Católica, do que todos os hereges da idade passada; de maneira que, com justiça, se pode chamar este apóstata, o primeiro entre os precursores do Anticristo...

Oprimir aos outros com a calúnia e a tirania, ridicularizar e desprezar as coisas mais augustas e santas (II Tes. 2, 2-4); soberba, desregramento, ambição, petulância, cinismo grosseiro e brutal, crápula, intemperança, desonestidade, eis os dotes do caráter deste corifeu do Protestantismo (Nat. A. Gott, etc.). No ano de 1869 levantaram-lhe na Alemanha uma estátua como se fosse um insigne benfeitor da humanidade” (São João Bosco, “História Eclesiástica”, 1954).

“O que o Demônio fazia entre os luteranos, era tirar-lhes todos os meios de se afervorarem, assim os ia perdendo.

Minha filha, agora mais do que nunca, hão de fazer o contrário do que eles (os protestantes) fazem” (Palavras de Nosso Senhor à Santa Teresa d'Ávila, “Opúsculos”, 1951).

“Que sucede no século XVI? Os países da Europa se abrasam no fogo de uma guerra fratricida. Na Alemanha, um astro sinistro se interpõe entre as almas e o Sol da verdade. Lutero e seus sequazes dão o brado de guerra, o alvo de seus ataques é a Autoridade da Igreja... Qual o fruto dessa rebelião? A destruição da comunhão de ideias. As nações se afogam no sangue, as almas se veem envolvidas nas trevas do erro, e a heresia, como rio que transborda, arrasta as massas populares, a nobreza, os tronos e até os ministros do altar. Portanto, os canais através dos quais Deus derrama as graças sobre as almas estão envenenados!” (Santa Teresa de los Andes; “Sombra e Luz na Idade Moderna – Demolidores e Criadores”, 1918).

O que disse Martinho Lutero sobre a Revolução Protestante

Escreve Lutero: “Confesso-o, que minha doutrina foi causa de numerosos escândalos; não negarei sequer que o novo estado de coisas, frequentes vezes, faz-me tremer, particularmente quando minha consciência me repreende por ter perturbado a antiga ordem da Igreja, que era tão tranquila e tão pacífica sob o Papado, e por ter feito nascer com minhas doutrinas, a discórdia e os tumultos” (“Obras de Lutero”, Wittenberg, Tomo II, pp. 128-287).

O próprio Lutero escreveu: “Agora vemos que o povo está se tornando mais infame, mais avarento, mais cruel, mais luxurioso, pior em tudo, do que quando estava sob à obediência do Papado...”

Ele chama à sua cidade de Wittenberg: “Uma Sodoma de imoralidades”, acrescentando que “seus habitantes, pela metade, eram adúlteros, usuários, ladrões e velhacos, e que as autoridades cruzavam os braços, não se sentindo com forças para pôr ordem a este estado de coisas” (Hartmann Grisar, “Luther”, 4, 210-215).

“O Protestantismo veio-nos da Alemanha e sobretudo de Genebra. Ele foi bem denominado. Era impossível qualificar a Reforma de Lutero com uma palavra diferente de protesto, porque ela é protesto contra a Civilização Cristã, protesto contra a Igreja que fundara essa Civilização, protesto contra Deus, do qual essa Civilização emanava. O Protestantismo de Lutero é o eco sobre a terra do 'Non Serviam' de Lúcifer. Ele proclama a liberdade, a dos rebeldes, a de Satã: o Liberalismo. Ele diz aos reis e aos príncipes: 'Empregai vosso poder para sustentar e para fazer triunfar minha revolta contra a Igreja e eu vos entrego toda a autoridade religiosa' [Oeuvres de Luther', XII, 1522 e XI, 1867]” (Mons. Henri Delassus, “A Conjuração Anticristã...”, Tomo II, 1910).


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