BLOG CATÓLICO PARA OS CATÓLICOS.

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"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

sábado, 13 de junho de 2020

PROMETEU A SANTO ANTÔNIO, TEM QUE CUMPRIR!


Santo Antônio
e o Guarda-chuva.


Em dia chuvoso, percorria uma senhora as ruas de Toulon, a fazer compras em diversas lojas. Estava com muita pressa, pois era tempo de embarcar e por preço algum perderia o vapor. Enfim, chegou ao porto… De repente, reparou na falta do guarda-chuva… Com certeza tinha-o esquecido numa das lojas…

Que fazer?… Não podia voltar porque não lhe restava tempo para procurá-lo. Lembrou-se de Santo Antônio, que encontra as coisas perdidas. Fez-lhe a promessa de cinco francos para os pobres, caso achasse o objeto que acabava de perder. Mal fizera a promessa, eis que vem correndo o empregado de uma das lojas devolvendo-lhe o guarda-chuva, minutos antes do embarque…

Bom! E os cinco francos!… Tinha reavido o guarda-chuva, mas queria ficar com o dinheiro…

Pensava consigo:

Quando prometi os cinco francos, o empregado já estava de caminho com o guarda-chuva à minha procura, por conseguinte, não devo nada ao Santo.

Logo um golpe de vento arranca-lhe o guarda-chuva das mãos, atira-o na água, de onde nunca mais surgiu…

Santo Antônio provou como castiga a quem não quer dar o prometido aos pobres.

O Domingo – 18 de Setembro de 1949.



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Fonte: Rev. Pe. Geraldo Vasconcellos, “Lições Edificantes”, Cap. XII, p. 461. Gráfica Cerbino, Niterói/RJ, 1951.

LADAINHA DE SANTO ANTÔNIO.


(Para uso particular)


Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.

Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.

Pai celestial, que sois Deus, tende piedade de nós.
Filho, Redentor do mundo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Trindade Santíssima, que sois um só Deus, tende piedade de nós.

Santa Maria, concebida sem mácula de Pecado Original, rogai por nós.

Santo Antônio, glória da Ordem Seráfica, rogai por nós.
Santo Antônio, arca do Testamento, rogai por nós.
Santo Antônio, santuário de celeste sabedoria, rogai por nós.
Santo Antônio, desprezador das vaidades do mundo, rogai por nós.
Santo Antônio, vencedor da concupiscência, rogai por nós.
Santo Antônio, prodígio de penitência, rogai por nós.
Santo Antônio, espelho de obediência, rogai por nós.
Santo Antônio, pérola de pobreza, rogai por nós.
Santo Antônio, lírio de celeste pureza, rogai por nós.
Santo Antônio, tipo de humildade, rogai por nós.
Santo Antônio, amante apaixonado da Cruz, rogai por nós.
Santo Antônio, fornalha de caridade, rogai por nós.
Santo Antônio, zelador da justiça, rogai por nós.
Santo Antônio, ardente apóstolo do Evangelho, rogai por nós.
Santo Antônio, luz brilhante que esclarece os pecadores, rogai por nós.
Santo Antônio, terror dos infiéis, rogai por nós.
Santo Antônio, modelo de perfeição, rogai por nós.
Santo Antônio, consolação dos aflitos, rogai por nós.
Santo Antônio, vingador dos crimes, rogai por nós.
Santo Antônio, defensor da inocência, rogai por nós.
Santo Antônio, libertador dos cativos, rogai por nós.
Santo Antônio, guia dos pecadores, rogai por nós.
Santo Antônio, médico dos enfermos, rogai por nós.
Santo Antônio, operador de milagres, rogai por nós.
Santo Antônio, que restituis a fala aos mudos, rogai por nós.
Santo Antônio, que fazeis ouvir os surdos, rogai por nós.
Santo Antônio, que dais vistas aos cegos, rogai por nós.
Santo Antônio, que fazeis andar os coxos, rogai por nós.
Santo Antônio, que expulsais os Demônios, rogai por nós.
Santo Antônio, que ressuscitais os mortos, rogai por nós.
Santo Antônio, que fazeis aparecer as coisas perdidas, rogai por nós.
Santo Antônio, que amansais o furor dos tiranos, rogai por nós.

Dos enganos do Demônio, livrai-nos, Santo Antônio.
Do raio e da tempestade, livrai-nos, Santo Antônio.
Durante toda a nossa vida, livrai-nos, Santo Antônio.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, tende misericórdia de nós, Senhor.

Antífona

Vós, Senhor, que tendes sido glorificado em vosso servo e, por seu amor, fazeis grandes prodígios, bendito seja vosso Santo Nome, Senhor!

V. Rogai por nós, glorioso Santo Antônio.
R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oração

Piedosíssimo Deus, que ilustrastes com inefáveis esplendores vosso servo Santo Antônio, concedei-nos, benigno, que, por sua intercessão, alcancemos eficazmente o que, cheios de confiança, Vos pedimos por seus merecimentos. Por Cristo, Senhor Nosso. R. Amém.


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Fonte: Rev. Pe. Frei Luiz, O.F.M., “A Vida e o Culto de Santo Antônio”, 2ª Parte, pp. 465-469. 3ª Edição. Butzon e Bercker – Editores Pontifícios, Petrópolis/RJ, 1907.

sexta-feira, 12 de junho de 2020

SANTO ANTÔNIO É A ARCA DO TESTAMENTO.


Na véspera do dia 4 de Outubro de 1226, São Francisco, condecorado com os sinais da nossa Redenção, as Chagas de Nosso Senhor Jesus Cristo, a proclamarem bem alto a eminente santidade da sua vida, a íntima semelhança com o seu divino Modelo e, de um modo todo singular, o seu amor seráfico, São Francisco, o Patriarca da pobreza, o ínclito Fundador da Ordem dos Frades Menores, passou desta vida, a fim de trocá-la pela glória eterna.

A numerosa família Franciscana perdeu, com ele, o seu pai espiritual, o mundo um homem digno de sua admiração e veneração, a humanidade um dos seus maiores benfeitores, a Santa Igreja uma das suas colunas mais firmes, destinadas a sustentar o seu edifício grandioso; os Anjos, porém, celebraram a sua entrada triunfal nos vastos e magníficos recintos da eternidade.

A direção da Ordem passou provisoriamente para o célebre Frei Elias, já havia muito tempo, Vigário-Geral de São Francisco.

Decorrido algum tempo, depois do feliz trânsito de São Francisco, Frei Elias convidou oficialmente os Superiores da Ordem a reunirem-se, a fim de elegerem quem devia suceder ao Fundador.

Em virtude deste convite, Santo Antônio despediu-se da sua querida França, para ir tomar parte neste Capítulo-Geral, convocado para a festa de Pentecostes do ano de 1227.

Depois de ter atravessado, não sem perigo o proceloso mar, o nosso Santo pôs o pé, pela segunda vez, na ilha da Sicília.

Os habitantes o recebem, agora, não como há quase seis anos, peregrino desconhecido, mas consideram-no como um Anjo do Senhor, que o Céu lhes enviara.

Atravessou o servo de Deus esta região que o hospedou tão carinhosamente, espalhando o bem por toda a parte, quer pela pregação quer pelo exemplo, deixando o seu caminho semeado de numerosos e estupendos milagres.

As Crônicas Antonianas fazem menção de um operário esmagado debaixo de um pedra enorme e ressuscitado pelos méritos de Santo Antônio.

Motivos importantíssimos dirigem pouco depois os seus passos apostólicos para a cidade eterna de Roma.


Que sentimentos não se apoderam do seu coração! Como deviam ser profundas as impressões produzidas na sua alma, imensas as consolações e indefiníveis as alegrias do seu espírito, ao entrar, pela primeira vez, nesta cidade, que se ufana de presidir aos destinos espirituais do Orbe, que se gloria de ser a Capital do Mundo Católico; ao penetrar os umbrais venerandos e venerados de Roma, purpureada pelo sangue de milhares de Mártires, aureolada e santificada pela vida, pelos labores e pela morte dos Príncipes dos Apóstolos – São Pedro e São Paulo, que, com santa intrepidez, ali fizeram tremular, em lugar das águias soberbas dos Romanos, o estandarte da Santa Cruz, anunciando a todos a vitória do Cristianismo sobre o paganismo.

Roma, onde se erguem estes templos antigos, estas Basílicas magníficas, primores de arte cristã, em que se contempla reunido e concentrado, como no seu centro, quanto de belo, de admirável, de grandioso e de sublime o gênio e o talento humano têm produzido no volver dos séculos.

Roma, com a série ininterrupta dos Sumos Pontífices, que dirigiram com tanta prudência, energia e felicidade a Barca de São Pedro, notabilidades de saber, culminâncias de santidade.

Roma dilatava a alma do nosso Santo, elevava o seu espírito, abrasava o seu coração e desdobrava admiravelmente o seu zelo e o fervor de propagar a Santa Fé.

Quando o exímio pregador Antônio pisou, pela primeira vez, o solo Romano, ocupava a Cadeira de São Pedro o Papa Gregório IX, varão venerável, distinguindo-se pela vastidão e profundeza de saber, tanto quanto pela eminente santidade da sua vida.

Contemporâneo de São Francisco, seu admirador e amigo íntimo, foi também sempre poderoso protetor e generoso benfeitor da Ordem seráfica.

Bem informado sobre os sucessos admiráveis, produzidos pelas pregações de Santo Antônio, o Sumo Pontífice recebe-o com os mais vivos transportes de alegria, anima-o a continuar a sua carreira embora espinhosa, mas muito meritória e cheia de bênçãos.

Para lhe dar um apreço especial de alta estima e confiança, digna-se de convidá-lo, pessoalmente, a pregar durante o Tempo quaresmal daquele ano a palavra de Deus às multidões, que afluíram nessa ocasião à cidade eterna.


Cedeu à voz da obediência do Vigário de Jesus Cristo. Aceitando o convite honroso, começou, desde então, a repartir o pão espiritual entre o povo faminto.

Os Cardeais, até o Sumo Pontífice mesmo, assistiram à pregação do humilde filho do Pobre de Assis e ficaram pessoalmente convencidos da eficácia extraordinária da sua palavra inspirada e vibrante.

Na solenidade da gloriosa Ressurreição do Senhor reuniu-se uma multidão imensa, composta não só de Romanos de todas as classes sociais, como também estrangeiros, vindos de diversas nações do mundo católico, reunião abrilhantada pela presença venerável dos Cardeais e do próprio Pontífice.

Inteiramente abrasado do amor divino, Santo Antônio anunciou a palavra de Deus de uma maneira tão eficaz, inteligente e miraculosas, que todos, embora pertencentes a diversas nações, o compreenderam, como se houvesse falado na língua de cada um.


A admiração era geral; grande e indescritível o entusiasmo, que reinava entre todos.

Renova-se o milagre dos Santos Apóstolos no Cenáculo e do dia de Pentecostes.

O Sumo Pontífice não pôde mais ocultar a íntima alegria, de que ficou possuído, e, arrebatado de assombro, exclama: “Arca utriusque testamenti est hic, et divinarum scripturarum armarium”. Na verdade, este é a arca do testamento e o tesouro das Sagradas Escrituras.

Desde os tempos apostólicos, Santo Antônio foi o primeiro, ao qual o Céu conferiu este privilégio singular – o dom das línguas.

Abençoado, consolado e felicitado pelo próprio Vigário de Jesus Cristo, o insigne pregador despede-se da cidade de Roma, para dirigir-se à de Assis, a fim de tomar parte no Capítulo-Geral, pelo qual ficou encarregado da administração da Província de Bolonha, que era uma das mais vastas, mas não a mais florescente, e por este motivo reclamava a prudente e sábia direção de um homem, como era o nosso Santo.

Antes de assumir essa missão ajoelhou-se perante o túmulo pranteado do pai querido São Francisco, de cujo espírito seráfico cada vez mais se embebia, cuja cara lembrança perdurava sempre viva e grata na memória, cuja imagem cativante estava sempre presente à sua alma. Ali suplicou, com muito fervor, as graças necessárias, por intercessão deste íntimo amigo de Deus, para poder bem desempenhar a tarefa, de que fora incumbido.


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Fonte: Rev. Pe. Frei Luiz, O.F.M., “A Vida e o Culto de Santo Antônio”, 1ª Parte, Cap. 16º, pp. 173-180. 3ª Edição. Butzon e Bercker – Editores Pontifícios, Petrópolis/RJ, 1907.

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