BLOG CATÓLICO PARA OS CATÓLICOS.

BLOG CATÓLICO, PARA OS CATÓLICOS.

"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

terça-feira, 4 de janeiro de 2022

A EUCARISTIA – BOSSUET. 28ª PARTE.


A ação de graças.

Cantar o cântico da Redenção.

Ao Cordeiro imolado, glória e bênção.


“E depois de dizer o hino, foram-se à montanha das Oliveiras”.1 Foram para ali na verdade; mas antes que Jesus Cristo partisse, passaram-se várias coisas, que veremos na continuação. Detenhamo-nos um momento sobre esse hino, sobre esse cântico de ação de graças e de alegria, pelo qual Jesus e Seus apóstolos findaram o santo mistério. Que podiam cantar aqueles que estavam saciados de Jesus Cristo e embriagados do vinho do Seu cálice, senão aquele de que estavam cheios? “O Cordeiro que foi imolado é verdadeiramente digno de receber a força, a divindade, a sabedoria, o poder, a honra, a gloria, a benção. E ouvi todas as criaturas que estarão no céu, na terra, debaixo da terra, no mar e dentro do mar, e tudo que está nesses lugares, que clamavam dizendo: Ao que está sentado no trono e ao Cordeiro, benção, honra, glória, e poder pelos séculos dos séculos!2

O mundo canta as alegrias do mundo; e nós, que é que cantaremos, depois de recebermos o dom celeste, senão as alegrias eternas?

O mundo canta as suas paixões, os loucos e criminosos amores; e nós, que é que cantaremos, senão Aquele a quem amamos?

O mundo faz ecoar de todos os lados as suas alegrias dissolutas; e que é que se ouvirá da nossa boca, depois de bebermos esse vinho que germina as virgens, senão cânticos de sobriedade e de continência? Cheios da morte de Jesus Cristo, que acaba de ser-nos resposta diante dos olhos, e da carne do Seu sacrifício, que cantaremos senão: “O mundo está crucificado para mim, e eu para o mundo”?

Não vos vejais sem dizer este hino, sem recitar o cântico da redenção do gênero humano. Como Moisés e o antigo povo cantaram com tanta alegria o cântico da sua libertação, depois de saírem do Egito e passarem o mar Vermelho! Cantai também, povo liberto, cantai o cântico de Moisés e o cântico do Cordeiro, dizendo: “Como as vossas obras são grandes e admiráveis, ó Senhor, Deus onipotente! Como os Vossos caminhos são justos e verdadeiros, ó Rei dos séculos! Senhor, quem não Vos temeria, e quem não glorificaria o Vosso nome? Porque só Vós sois santo: todas as nações virão, e adorarão ante a Vossa face, porque os Vossos juízos são manifestos. Destruístes por Vossa morte aquele que tinha o império da morte, isto é, o diabo; o príncipe deste mundo está expulso: e, prendendo à Vossa cruz e a célula da nossa condenação, desarmastes os principados e as potências, e os levastes em triunfo altamente, e à face de todo o universo, depois de os haverdes vencido pela Vossa cruz” (Livros santos, passim). E agora, em memória de tão bela vitória, oferecemos por Vós e em Vós, a Vosso Pai celeste, este sacrifício de louvores e de ações de graças, que no fundo outra coisa não é senão Vós mesmos, porque, não temos senão a Vós para oferecer por todas as graças que havemos recebido por Vosso meio.


_________________________

Fonte: Jacques-Bénigne Bossuet, Bispo de Meaux, “Meditações sobre o Evangelho” – Opúsculo “A Eucaristia”, Cap. XXVIII, pp. 124-126. Coleção Boa Imprensa, Livraria Boa Imprensa, Rio de Janeiro/RJ, 1942.

1.  Mat. XXVI, 30.

2.  Apoc. V, 12-13.


segunda-feira, 3 de janeiro de 2022

A EUCARISTIA – BOSSUET. 27ª PARTE.


A Eucaristia,

junta à refeição comum,

ensina a santificar tudo o que

serve para alimentar o corpo.

Sustentando as forças do corpo,

apliquemos o espírito às coisas celestes.


Direi tudo, Senhor, dir-me-ei a mim mesmo, e direi a todos aqueles a quem destino este escrito, — e destino-o a todos os que puserdes na mente sobre os vossos Santos Mistérios, na vossa santa palavra.

Vejo ainda outra razão que Vos levou a unir a Eucaristia à refeição comum: quereis santificar toda a nossa vida, na ação que a mantém e a faz durar; quereis que a comida corporal fosse acompanhada da espiritual, a fim de que aprendêssemos a fazer tudo em espírito, mesmo às coisas que deviam servir para sustentar-nos o corpo. Só devemos alimentar esse corpo para ser um digno instrumento ao espírito: devíamos tomar o comer e o beber neste espírito. A Eucaristia, tomada antes da refeição, devia ser um tempero salutar ao prazer dos sentidos, de modo que nos deixássemos arrastar a este, e que Ele viesse a predominar. Mas, ainda que a Igreja, a quem Jesus Cristo deixou a dispensação dos Seus Mistérios, tenha com a continuação separada, e mui sabiamente, o que Jesus Cristo parecia haver unido e ainda que Ela celebrasse a Eucaristia fora da refeição ordinária, o desígnio de Jesus Cristo não está aniquilado: a instrução que Ele nos deu subsiste sempre. Quando fizermos as nossas refeições, devemos sempre lembrar-nos de que, segundo a instituição primitiva da Eucaristia, esta devia acompanhá-las; que Jesus Cristo assim o fez; que a Igreja assim observava sob os Apóstolos que, portanto, se queria ensinar aos cristãos que todas as duas ações, e mesmo as mais comuns, deviam ser feitas santamente. Esta instrução subsiste sempre.

Comendo e bebendo, pensemos naquele beber e naquele comer espiritual da mesa de Nosso Senhor; tenhamos o espírito aplicado às coisas celestes; não lhes abandonemos o pensamento durante as refeições. Senão as pudermos acompanhar de santas leituras, como se faz nas casas especialmente consagradas a Deus, acompanhemo-las de santos discursos, ao menos de santos pensamentos. Não nos entreguemos aos sentidos, nem a esse corpo miserável que seria vergonhoso engordar e nutrir, se o não nutríssemos como Ministro e servo do espírito. Pois, do contrário, nutrirmo-nos não é mais do que trabalharmos para a morte, engordar-lhe a presa, e a sermos o seu pasto. Alimentemo-nos com regra e, como dizia um antigo, comamos tanto quanto é necessário para nos sustentarmos; bebamos tanto quanto convém a pessoas pudicas, que não querem irritar os desejos sensuais. Enfim, façamos o que fizermos, “quer bebamos, quer comamos, quer façamos alguma outra coisa em relação ao corpo façamo-lo para a glória de Deus, e em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, dando graças por Ele a Deus Pai”.

“O reino não é beber, nem comer; mas justiça e paz, e alegria no Espírito Santo”.1


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Fonte: Jacques-Bénigne Bossuet, Bispo de Meaux, “Meditações sobre o Evangelho” – Opúsculo “A Eucaristia”, Cap. XXVII, pp. 121-123. Coleção Boa Imprensa, Livraria Boa Imprensa, Rio de Janeiro/RJ, 1942.

1.  Rom. XIV, 17.


quinta-feira, 30 de dezembro de 2021

HONRANDO A SAGRADA FAMÍLIA DE NAZARÉ.


Oração para a Festa da Sagrada Família1


V. Quão amáveis são os vossos tabernáculos, Senhor Deus dos Exércitos!

R. Minha alma suspira e desfalece pelos átrios do Senhor.

Oremos: Senhor Jesus Cristo, éreis submisso a Maria e a José e santificastes a vida doméstica por vossas excelsas virtudes. Auxiliados por Maria e José, fazei com que nos guiemos pelo exemplo de vossa Sagrada Família e assim possamos chegar à união eterna conVosco. Vós que viveis e reinais, por todos os séculos dos séculos. Amém.2

Oremos: Nós Vos pedimos, Senhor, que pela intercessão da Virgem Mãe de Deus, de São José, nossa família seja consolidada na paz e em vossa graça. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém.

V. Ele desceu com eles para Nazaré e lhes era submisso.

R. Jesus crescia em sabedoria, idade e graça, diante de Deus e dos homens.

Oremos: Senhor Jesus Cristo, fazei com que sigamos constantemente o exemplo de vossa Sagrada Família, para que, na hora de nosso trespasse, a gloriosa Virgem Maria, vossa Mãe, e São José, venham ao nosso encontro e sejamos todos admitidos nos tabernáculos eternos. Vós, que viveis e reinais, por todos os séculos dos séculos. Amém.3



Oração à Sagrada Família4

V. Jesus, Maria e José, vivestes tão santamente e santo era o lugar em que habitáveis! A primeira Igreja Cristã, Santuário da Nova Aliança, foi constituída por Jesus e seus benditos pais. Sob modestas aparências, vossa casa, ó Sagrada Família, era um templo sacrossanto de Deus, onde se reuniam os Anjos em assembleia maravilhosa, era um jardim de todas as virtudes.

R. Ó Sagrada Família, Jesus, Maria e José, fazei com que, por Vós, as famílias cristãs com todos os seus membros, pais, filhos e servidores, tenham a graça de Vos imitar e consigam, assim, os doces tesouros da paz e da virtude, fonte do verdadeiro progresso temporal e eterno. Amém.

Glória ao Pai…



Oração aos Santos Pais de Jesus5

V. Ó Virgem Mãe de Jesus, ó Pai virginal e adotivo do Senhor, obtende-me a graça da pureza de coração e de um verdadeiro amor a Jesus, a quem alimentastes e abraçastes. Alcançai à Santa Igreja, maior número de almas virgens, que protejam e disseminem o bem na terra. Inspirai-o especialmente, para os estados Sacerdotal e Religioso, a fim de que o mal seja vencido e o bem espalhado em todos os recantos do Universo.

R. Seja adorado e amado Jesus Cristo, vosso Filho e nosso Deus, bendito por toda a eternidade, a quem Vós, ó Maria, destes ao mundo. Amém.

Glória ao Pai…



Oração

que se deve rezar todos os dias,

diante da imagem da Sagrada Família.6

Ó amantíssimo Jesus, que com vossas inefáveis virtudes e exemplos de vida doméstica, consagrastes a Família por Vós escolhida na terra, volvei olhos de clemência sobre esta família, que aqui prostrada a vossos pés, Vos pede e suplica que lhe sejais propício. Lembrai-Vos de que é vossa, pois que a Vós e ao vosso culto especial se consagrou devotamente. Olhai-a benigno e livrai-a dos perigos; socorrei-a em suas necessidades, e concedei-lhe o dom de perseverar constantemente na imitação da vossa Sagrada Família, a fim de que, empregando-se fielmente no vosso serviço e amor, possa finalmente cantar no Céu os vossos louvores por toda a eternidade.

Ó Maria, Mãe dulcíssima, imploramos também a vossa proteção, certos de que o vosso Divino e Unigênito Filho se dignará de atender os vossos rogos a nosso favor.

E Vós, ó gloriosíssimo Patriarca São José, socorrei-nos também com o vosso poderoso patrocínio, e colocai nas mãos de Maria as nossas súplicas, a fim de que Ela as apresente a Jesus Cristo, Senhor Nosso. Amém.



Fórmula

de Consagração das Famílias,

que se poderá usar em qualquer língua.7

Ó Jesus, amabilíssimo Redentor Nosso, que descendo do Céu para ilustrar o mundo com as vossas doutrinas e exemplos, quisestes passar a maior parte da vossa vida mortal na humilde casa de Nazaré, sujeito a Maria e a José, e consagrastes aquela Família para servir de Modelo a todas as famílias cristãs, recebei benigno esta família que agora se entrega completamente a Vós. Protegei-a e guardai-a e confirmai nela os sentimentos do vosso Santo Temor, juntamente com a Paz e Concórdia da Caridade cristã, para que se torne semelhante ao Divino Modelo da vossa Família, e todos quantos a constituímos, possamos conseguir a bem-aventurança eterna.

Ó Maria, amabilíssima, Mãe de Jesus e Mãe Nossa, pela vossa piedade e clemência fazei que Jesus aceite a nossa Consagração e nos conceda as suas bênçãos e as suas graças.

Ó bem-aventurado José, guarda santíssimo de Jesus e de Maria, socorrei-nos com a vossa intercessão em todas as necessidades da nossa alma e do nosso corpo, a fim de convosco e com a Santíssima Virgem Maria, podermos louvar e dar graças por toda a eternidade a Jesus Cristo nosso Divino Redentor. Amém.



Oração à Sagrada Família 28

1º. Ó Jesus, Filho de Deus vivo, esplendor da eterna luz, que desde a eternidade fostes gerado puríssimo no seio do eterno Pai, e que no tempo quisestes nascer de uma Virgem puríssima e Imaculada, eu, fragílima criatura vossa, de todo o coração Vos peço, que me conserveis puro na alma e no corpo; e que façais florescer plenamente na vossa Santa Igreja a pureza, para maior gloria vossa e para a salvação das almas por Vós remidas.

2º. Puríssima e Imaculada sempre Virgem Maria, Filha do eterno Pai, Mãe do eterno Filho, Esposa do Espírito Santo, augusto e vivo Templo da Trindade Sacrossanta, Lírio de pureza e Espelho sem mancha, dignai-Vos, ó minha querida Mãe, obter-me de vosso Filho, meu bom Jesus, a pureza da alma e do corpo; e intercedei junto a Ele, a fim de que, esta formosa virtude cada vez mais brilhe em todas as classes dos fiéis.

3º. Esposo castíssimo de Maria Imaculada, glorioso São José, que merecestes de Deus a singular honra de ser Pai adotivo da mesma Inocência, Jesus Cristo, e Custódio intemerato da Virgem das virgens, instantemente Vos peço, que me alcanceis o amor de Jesus, meu Deus e Salvador, e a proteção especial de Maria, minha Mãe Santíssima e fazei, São José, protetor de todas as almas castas, que vossa predileta virtude, a santa pureza, seja por mim e por todos os homens mais dignamente amada.

4º. São Bernardino, amantíssimo servo de Jesus, Maria e José, e modelo da modéstia cristã, apresentai as minhas súplicas à Sagrada Família. Amém.



Oração à Sagrada Família 39

Jesus, Maria e bom São José, abençoai-nos, agora e na agonia da morte.10

Jesus, Maria e José.11

Antífona12

Iluminai-nos, Senhor, com os exemplos de vossa Família e dirigi nossos pés no caminho da paz.

V. Bem-aventurados, Senhor, os que moram em vossa casa.

R. Pois Vos louvarão pelos séculos dos séculos.

Oremos: Senhor Jesus Cristo, que, por vossa submissão a Maria e José, santificastes a vida de família, praticando inefáveis virtudes, fazei que, auxiliados por vossos Pais, nos instruamos nos exemplos da vossa Santa Família, por todos os séculos dos séculos. Amém.


___________________________

1.  “VADEMECUM – Orações cotidianas para uso comum das Educandas das Missionárias ‘Servas do Espírito Santo’ e Membros da ‘Obra Auxiliar do Espírito Santo’, editadas pela Direção Geral da mesma Congregação”, Terceira Parte, Tempo do Natal, pp. 294-295. Tipografia do “Lar Católico”, Juiz de Fora/MG, 1958.

2.  Oração Indulgenciada.

3.  Oração Indulgenciada.

4.  “VADEMECUM”, ob. cit., p. 295.

5.  “VADEMECUM”, ob. cit., pp. 295-296

6.  “A Sagrada Família”, por um Padre Redentorista, pp. 21-23; Versão do Espanhol pelo Cônego Manuel Moreira Aranha Furtado de Mendonça; Estabelecimentos Benzinger & Co. S.A. – Tipógrafos da Santa Sé Apostólica, Einsiedeln – Suíça, 1898.

7.  Idem. pp. 25-28.

8.  “ADOREMUS – Manual de Orações e Exercícios Piedosos”, por Dom Frei Eduardo, O.F.M., pp. 240-241. XXVIII Edição, Editora Mensageiro da Fé, Salvador/BA, 1958.

9.  “ADOREMUS”, ob. cit., pp. 241-242.

10.  Indulgenciada.

11.  Indulgenciada.

12.  Indulgenciada.


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