BLOG CATÓLICO PARA OS CATÓLICOS.

BLOG CATÓLICO, PARA OS CATÓLICOS.

"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

AOS CONGREGADOS MARIANOS: SOBRE A MODÉSTIA NO VESTIR.

Congregados Marianos de Regensburg (Alemanha) 
em visita ao Papa Bento XVI.


 


Da Modéstia:




► "Nos tempos que correm, muita gente de todas as classes é escrava das modas inde­centes. Desapareceu do mundo o apreço da modéstia. Os bons cris­tãos, que ainda ze­lam pela mo­déstia e decoro, são considerados tímidos, excêntri­cos e exagerados.

Congregados! Podem Filhos de Maria seguir as máximas do mundo e concorrer para a descristia­nização dos costumes? Certamente que não. Pela simples razão de que não podemos imaginar a puríssima Virgem Maria, senão revestida e adornada de mo­déstia.

Vejamos, pois, primeiro, como essa virtude é nobre e celeste; segundo, como é podero­sa; tercei­ro, como é apostólica.

Congregados Marianos

 
1. Virtude Celeste: Donde vem a verdadeira beleza de Maria, que transluz e resplande­ce, exteri­ormente, em toda a sua graciosa fisionomia? A Sagrada Escritura enca­rece a formosu­ra da alma e do corpo da Virgem Imaculada, quando A exalta, dizendo que é 'tota pulchra − toda formosa'.

Donde vem o encanto admirável de sua modéstia, tão atraente e tão celestial que con­centrava em si os olhares e a admiração do próprio Deus?

Olhai a Virgem Puríssima. Como é mortificada no olhar, simples em seu porte, modesta no modo de vestir e recatada no modo de viver! Como em sua fronte, em seu rosto se refletem e harmonizam a austeridade para consigo e a inefável doçura para com o próximo! No seu trato e na sua conversação, não sabemos o que admirar mais: se o retraimento e reserva que atraem, se a amabilidade e graça que cativam.

Maria Santíssima quer ser e parecer a Virgem modesta, sempre e em toda parte. Na ora­ção, no trabalho e recreio nada faz ou diz que seja contrário às prescrições da boa educação, da honra e da virtu­de: nunca a menor falta de decoro em seus trajes, nunca uma expressão menos discreta em suas con­versas, jamais um ato contrário ao pudor, ja­mais um gesto inconveniente. Tudo Nela respira nobreza in­descritível, recato piedoso, modéstia celestial.

O principal motivo de Maria proceder tão santamente era seu filial temor e arden­te amor de Deus; era este contínuo pensamento inspirado pela Fé e Confiança: Deus Me vê, o Altíssimo está junto de Mim!

Na Epístola aos Filipenses, São Paulo, tendo exortado à modéstia, em seguida alega a última ra­zão, dizendo: 'Dominus prope est − o Senhor está perto!'

O Apóstolo quer dizer: Convencidos de que Deus infinitamente Santo e Justo está pre­sente sem­pre e em todo lugar; considerando que exige de nós provas especiais de amor e res­peito: cumpramos o nosso dever de zelar pelos bons costumes, pela honra e pela virtude, trajan­do-nos sempre com o decoro cristão e procedendo com a modéstia digna dos filhos de Deus.
A virtude da modéstia recebe do Céu toda sua consagração, nobreza e formosu­ra: quem ama a Deus e anda continuamente em sua presença não pode deixar de prati­cá-la.

Exemplo: A vida admirável de São Francisco de Sales, filho da Congregação Mariana, aí está a nos provar a mesma verdade. Monsenhor Camus, Bispo de Velley, observava o Santo em seu aposento. Nunca, porém, notou que Francisco descurasse a mais pequena regra do decoro e da modéstia. Qual se mostrava na companhia dos ou­tros, tal era sozinho; e qual era sozinho, tal aparecia em público. Julgar-se-ia que estava no meio de todos os Anjos e Santos. Em todo caso, sabia o Santo que se achava em companhia Daquele de cuja Onipresença estava perfeita­mente compenetrado.


Entrega da Vela

2. Virtude Poderosa: Muito bem dizemos que Maria Santíssima é Rainha da Paz. É isenta de toda a perturbação; nada lhe inquieta o espírito. No seu semblante reluz a mais formo­sa serenidade. No seu ânimo, no seu coração reina uma tranquilidade per­pétua e deleitosa... Mas que meio eficaz empre­gou para conservar essa paz interior?

Cheios de admiração, veneramos Maria como a Virgem Imaculada. É toda formo­sa e sempre li­vre de toda mancha de pecado; é toda perfeita e sem sombra de imperfei­ção... Como conservou, porém, limpo o coração, dotado de virtude e ornado de Graça Divina?

Maria Santíssima passou a vida inteira na mais íntima união com Deus... Que foi que contribuiu mais poderosamente para manter essa familiaridade com o Altíssimo?

Foi o grande amor da modéstia, o domínio absoluto sobre os sentidos e as ma­neiras re­catadas em relação aos demais.

São Bernardo, um dos maiores vultos da ciência e santidade, era muito modesto em seu exterior, reservado no falar e recatado no olhar. Seus discípulos diziam que olha­va e nada via, ouvia e nada escu­tava, parecendo que não fazia uso dos sentidos.

Por que tanta modéstia? É que São Bernardo bem sabia que os sentidos são as portas e janelas por onde entram no coração os inimigos da alma − inquietações e peca­dos − que nos vêm a roubar a paz, a alegria e Graça sobrenatural. A virtude da modés­tia, qual sentinela fiel e vigilante, está, porém, de guarda nessas portas e janelas, especi­almente nos olhos e na boca, para cerrá-las a quanto possa pôr em perigo nossa Inocência e pureza.

Sede recatados e modestos em qualquer tempo e lugar! Sem modéstia, Congre­gados, a castida­de está sempre em grande perigo de perder-se. Por isso evitai cuidado­samente as faltas de modéstia, principalmente a curiosidade indiscreta e perigosa, os olhares imodestos, os gestos indecorosos, os vesti­dos excessivamente curtos, ajustados ou decotados, a linguagem equívoca, arrogante e atrevida, as fa­miliaridades levianas, numa palavra, tudo o que possa ofender a ho­nestidade e o pudor.

A modéstia é a melhor salvaguarda da vida interior. Cercados desse baluarte po­deroso, os heróis cristãos, tendo à frente a Rainha dos Santos, mantinham-se perseve­rantes na pureza dos costumes, no desapego do mundo, no fervor da oração e na perfei­ção da vida sobrenatural da Graça.

Conta-se que certo veado levava ao pescoço uma lâmina com a inscrição em le­tras de ouro: 'Alto! Não me toques! Pertenço a César!'

Muito melhor que essa lâmina, defende-nos da corrupção do século a santa mo­déstia. Contra a vaidade sensual do corpo, contra a moda ridícula e impudica, contra os vícios do mun­do paganizado, le­vante cada Congregado modesto um brado enérgico e resoluto: 'Alto lá! Não me toques! Pertenço a Je­sus, sou Filho de Maria!'


Entrega da Fita Azul

3. Virtude Apostólica: Olhos humanos jamais puderam contemplar aquela for­mosíssima perfei­ção interior que se ocultava na Alma Santíssima de Nossa Senhora. Apenas viam exterior­mente um refle­xo da mesma formosura celestial, que Ela mostrava no aspecto sereno, na mei­guice das maneiras, na afabilidade do trato e no procedimento humilde e modesto.

Seu exterior virtuoso e santo manifesta que o Arcanjo tinha razão, dizendo ao saudá-la: 'Domi­nus tecum − O Senhor é convosco'.

Seu exterior modesto atestava que era 'gratia plena − cheia de Graça, benedicta tu in muliéribus − bendita entre as mulheres'.

No seu exterior edificante irradiava tanta humildade e modéstia, tão sublime e perfeita santidade, que não só atraía, mas arrastava os cristãos a praticar a virtude e a seguir seu belíssi­mo exemplo.

Depois do Filho de Deus Humanado, não havia modelo de piedade mais amável e mais atraente no mundo, que a Virgem Santa e Modesta.

Bastava ser vista uma só vez, e sua imagem encantadora calava tão profunda­mente no ânimo, que ninguém podia deixar de conhecer e proclamar que a verdadeira grandeza, a verda­deira nobreza está na humildade, modéstia, caridade, pureza de costu­mes, desapego das vaida­des do mundo e perse­verante amor de Deus.

Esse é o efeito que a presença de Maria Santíssima produzia entre os cristãos da Igreja nascen­te: essa a grande missão apostólica que cumpria com o bom exemplo. − Eis o que se faz necessário hoje mais do que nunca.

Jovens e donzelas, particularmente vós, que sois Filhos de Maria, sabeis que a Igreja vos chama ao mesmo apostolado. Sede apóstolos do bem e da virtude, ao lado da Mãe Imaculada. O vosso bom ex­emplo será a melhor pregação!

'Vamos pregar!' Disse uma vez o Seráfico São Francisco de Assis a um irmão re­ligioso. E o San­to entrou com ele na cidade, passando por uma rua e voltando por outra.

Perguntou o companheiro: 'Meu pai, não me dissestes que íeis pregar na cidade?' E Francisco respondeu: 'Já está feita a nossa pregação, todos os que viram a nossa modéstia e re­colhimento hão de crescer no espírito de devoção, no desejo dos bens da vida eterna e darão louvores e graças ao Nosso Pai que está no Céu'.

Congregados! Cerca-nos um mundo fascinado por uma educação livre, sem Fé, sem Vir­tude, sem Temor de Deus. Vivemos numa sociedade que, ébria de mil prazeres, vai se lançando no abismo da desgraça e da perdição. Torna-se, portanto, indispensável o vosso apostolado. Como podeis concorrer para a salvação do próximo? Repeli com desprezo a libertinagem, as Modas sedutoras, as companhias viciosas, os divertimentos imorais. Guardai a modéstia sem­pre e em toda parte, praticai a mortificação, desem­penhai fielmente os vossos deveres religio­sos e sociais. Vosso bom exemplo pode alcan­çar a con­versão de uns e estimular a perseveran­ça de outros. Animai-vos com as pala­vras de São Francisco: 'Va­mos pregar!', isto é, com a vossa vida virtuosa e modesta mostrai ao mundo inteiro que não há (melhor) virtude.

São Bernardino de Sena tinha tanta modéstia e decoro que já na mocidade inspi­rava aos compa­nheiros grande estima dessa virtude. Bastava alguém dizer: 'Lá vem Ber­nardino!', para to­dos se compor­tarem bem.

Igual efeito devem também produzir estas palavras: 'Lá vem um Congregado de Maria!' Podería­mos dar maior honra à Congregação e mais alegria a Nossa Mãe Celes­te? Por isso 'Va­mos pregar!'" (R. Pe. Henrique Opitz, S. J., "Escola de Maria", Part. I, Cap. XXIV, pp. 167-173, 5ª edição, Vozes, 1956).


Entrega do Manual

► Dizia a três jovens São Fiel de Sigmaringen: "Um jovem deve desprezar os adornos vaido­sos. Se se enfeita como uma mulher é indigno da glória, que não se pode conquistar senão so­frendo e calcando aos pés os prazeres..." (R. Pe. Croiset, "Ano Cristão", Vol. IV, 24 de Abril − Festa de São Fiel de Sigmaringen, pp. 332-335, Porto, 1923).


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Fonte: Acessar o ensaio "Reminiscência sobre a Modéstia no Vestir" no link "Meus Documentos - Lista de Livros".

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

BREVES LEMBRETES ÀS FILHAS DE MARIA, E ÀS DONZELAS DESTE MUNDO.


► "A beleza se não for temperada pela Modéstia é uma provocadora dos ape­tites animais, que mui facilmente atacam a fortaleza da alma e a derribam em pou­co tempo" ("O Decênio Crítico", por um Assistente da Ação Católica, Cap. IV, Art. II, a).

► Santo Agostinho diz às virgens cristãs: "Fugi da companhia e da palavra das mu­lheres, cuja doutrina não é conforme ao Evangelho e cuja vida é por qual­quer forma digna de censura".

► "Comporta-te com a Modéstia e a reserva que terias se contigo esti­vessem Je­sus e Ma­ria!" ("Imitação de Maria", por um religioso anônimo, Liv. II, Cap. XXVIII).

► "Uma recomendação particular a vós, meninas. Sede sempre modes­tas no ves­tir, no porte e no falar; modestas em tudo, para não serdes nunca motivo de es­cândalo para ninguém. Não imiteis certas jovens descaradas, que, talvez mes­mo sem pensar, le­vam uma vida que, por le­viandade de trato, é inteiramente escanda­losa e causa de tantos pecados" (Teólogo Giuseppe Pe­rardi, "Novo Manual do Cate­quista", Part. II, n. 199).

► "A mais resplandecente pérola de uma jovem é a Modéstia, guardai-vos, pois, no vestir, no olhar, no andar, na cabeça e em todo o corpo, em casa e fora de casa; sempre e por toda a parte res­plandeça em vós esta virtude.

São Paulo, recomendando aos fiéis a Modéstia, diz-lhes: 'Que a vossa Mo­déstia seja conheci­da de todos os homens, pois o Senhor está junto de vós'.

A donzela vaidosa é uma enviada do Demônio, porque a vaidade é mais que irmã da impu­reza, é sua mãe" (Manual da Pia União das Filhas de Maria, Cap. IV, "5ª regra para todo o tempo", 5º Ponto, pp. 122-123, traduzido do italiano pelo Côn. Dr. Ana­nias Corrêa do Amaral, 11ª edição, Porto, 1926).

► Ao levantar-vos "vesti-vos com toda a Modéstia... À noite... despi-vos com toda a Modés­tia, pensando na presença de Deus e do Anjo da Guarda, pois que, essa noite pode­rá ser a última da vossa vida, e perguntai a vós mesma: Onde apa­recerei de manhã? Con­tinuarei neste mundo como até aqui, ou aparecerei na Eter­nidade? E será no Céu ou no In­ferno?" (Manual da Pia União das Filhas de Maria, Cap. IV, "1ª regra para todos os dias", 2º e 9º Ponto, pp. 114-118, Porto, 1926).



Ouve, ó Filha, o que tenho para te dizer:



► "Deves, é verdade, apresentar-te em sociedade; mas deves ter o cuida­do de es­tares di­ante dela dignamente. Ao estares em público, cuida que seja com Modés­tia. Apren­de de Mim tão bela virtude, porque ela te será muito necessária.

De tal maneira tratei com as pessoas, que ninguém nunca Me olhou sem edificar-se extra­ordinariamente. Nem fui jamais imodesta nas palavras, nem imode­rada no tom de voz, nem fala­deira, nem licenciosa no andar. Nada, enfim, houve de indecoroso em Meus gestos, nem de car­rancudo em Meu olhar, nem de mal-humo­rado em Meu semblante. Em Meu convívio e conversação brilhou sempre como num espelho o esplendor da Castidade e Formosura da virtude.

A mesma beleza de Meu corpo não foi senão uma irradiação fulgurante do Meu mo­desto Coração e imagem do decoro.

Nunca ninguém teve nenhum mal pensamento vendo-me passear, re­zar, co­mer ou traba­lhar. Antes, quantos Me viam, moviam-se à edificação e ao lou­vor de Deus.

Minha beleza, que foi extraordinária, exalava inocência e odor de Cas­tidade.

Nunca profiras palavras imorais, porque matam a alma. Deixa de zom­barias e de pia­das; de que te serve que os outros dêem risadas, se ofendes a Divi­na Ma­jestade na pessoa do teu ir­mão a quem maltratas?

Não te distraia olhando aqui e acolá, porque isso mostra o vazio e a vaidade de teu cora­ção. Sejas moderada no teu andar, como o fazem as pessoas que vivem na presença de Deus. Não levantes muito a tua voz, nem dê fortes gar­galhadas; mas a graça da Modés­tia envolva sempre o teu semblante.

Corrigirás melhor aos maus com a tua Modéstia do que com a abun­dância de tuas pala­vras. Se tiverdes de falar, sejam as tuas palavras como anzóis com que prendas à pie­dade aos maus que te escutarem. Sede afável com todos, e os ganha­rás a todos para Deus.

Se todos aqueles que te virem se regozijarem e bendizerem ao Eterno Padre que está nos Céus, e os maus se comportarem na tua presença, então crê, fi­lha Mi­nha, que a Modéstia está em ti como a tocha que ilumina e vivifica. Imita-Me" ("De la imitacion de la Bie­naventurada Virgem Maria Nuestra Señora", por un monje premons­tratense, Cap. III, pp. 176-177, nueva edición, Madrid, 1926).

► Ao preparar-se para vestir-se: "Ó Deus, meu Deus, vigiando, por Vós suspiro desde o al­vor da luz" (Salm. 62).

"Oh! Se pudesse vestir-me das virtudes que me faltam! Que fiz eu da­quela veste cândida, tão formosa e pura recebida com a inocência batismal? A per­di pelo peca­do! Mi­sericórdia e per­dão, ó meu Deus!

E a preciosa veste da Graça Santificante, como a tenho guardado? Es­tas vestes que trago estão de acordo com meu estado, meu título de Filha de Ma­ria, estão dentro das Leis da Modéstia?

Quando o meu Jesus, depois da cruel Flagelação retomou os seus vesti­dos, que padeci­mento o Seu, recobrindo aquelas Chagas, sofrendo em todo o Seu Cor­po! Ao lem­brar-me disto, poderei ainda ceder à vaidade? Dia virá, no qual, por outrem, hei de ser ves­tida e preparada para a sepultura... e nunca eu penso nis­to... Naquela hora, as vestes as mais simples e modestas me hão de bastar; por que, então, agora tan­ta ambição e vaida­de?

Desejo tanto e procuro que meu traje sejam bons e bem tratados; por que não terei o mes­mo cuidado com as vestes de minha alma? a Graça, o Amor Di­vino, as santas virtu­des?


'Senhor, purificai-me, lavai-me dessas iniquidades;


libertai-me inteiramente do meu pecado' (Salm. 50).



Tenho tão grande cuidado com o meu corpo e minhas mãos... quando dei­xarei de manchar a minha alma com o pecado? No Céu estarei pura, resplandes­cente, isenta de qualquer mancha. Que felicidade!

O Rosto do meu Jesus foi conspurcado e tão maltratado durante a Sua Pai­xão; to­mei parte nesses tormentos com os meus pecados contra a santa virtu­de.

Tende compaixão de mim ó meu Deus segundo a Vossa grande misericór­dia e bondade!

Minhas mãos, agora que estais limpas, erguei-vos ao Céu. Meu Deus Vós sois o meu tudo. Ó Maria Santíssima, Rainha concebida sem Pecado Original, ro­gai por nós" (Fr. Antonino do Sagra­do Coração de Maria, O. C. D., "Sursum Corda", pp. 15-17).

► "A Moda é caprichosa e nos seduz, mas é preciso que o bom senso nos guie para não cairmos no ridículo. Se uma moça não quer chamar a atenção sobre si, deve guardar a justa medi­da. A coquetterie demasiada é perniciosa, pois, é a es­tima excessiva de si mesma. Hoje é Moda o artifício e já passou pela censura dos catões mais severos! Fazer-se bela não é pecado, é antes agradável a si e aos ou­tros, o único mal daí é o exage­ro. O exagero desmedido parece uma provo­cação, um cartaz para afixar os encantos que se ostentam! O excesso de artifício tor­na feia a moça, tira-lhe a graça da naturalidade. Se a Moda é contra a Moral Cristã, que é a Moral da socie­dade sã, deve abster-se de usá-la a moça que se pre­za, a que quer ser respeitada. No vestuário, consultem mais a consciência do que o es­pelho. A consciência é amiga, o espelho é sempre lison­jeador" (Maroquinha Ja­cobina Ra­bello, "Carta às Moças", 5ª Cart., pp. 37-42, 1941).

► "A cristã que existe dentro de ti, leitora, tem umas perguntas a te fazer. Po­des respon­der-lhe bem baixinho, mas com toda a sinceridade. Ei-las:

Admites que na tua toilette possa haver um problema moral; que ela inte­ressa não só à modista, mas também à Igreja?

Em caso de intervenções Eclesiásticas, tomas a atitude de filha confi­ante e sub­missa?

Admites que ela, tornando-te mais elegante, pode tornar-te também mais provocan­te, mais tentadora? E assim se converte numa das formas de escân­dalo?

Dá-lhe demasiado tempo e dela fazes uma grande preocupação?

Dá-lhe uma verba roubada à caridade, à justiça (costureiras que não são pagas!), às preci­sões da Religião?

Admites que a liberdade de seguir as Modas tem limites nos quais se en­contra com o pu­dor alarmado?

E − bem baixinho vai à pergunta − quando notas a responsabilidade de que estás pertur­bando os outros, te desculpas, dizendo: Por que olham para mim?

Não és uma herege da Palavra do Senhor, ao garantir que é impossível agradar a dois se­nhores, ao mesmo tempo, ao mundo e a Deus?” (R. Pe. Geraldo Pi­res de Souza, C. Ss. R., "Audi, Fi­lia!", Cap. XIX, 6, Ed. Vozes, 1938).

Entrega de fitas de Aspirante


Reflexão para antes de dormir



► "Talvez eu morra esta noite. Quem me assegura o contrário? Quantos que mor­reram im­previstamente em pecado, e do leito se precipitaram no Inferno? Quem sabe será esta para mim a última noite da minha vida? O que seria de ti, ó minha alma, se tal aconte­cesse? Em que estado de alma te encontras? Na Graça, ou, em pecado mortal?" (Manual da Pia União das Filhas de Maria, ob. cit., Cap. IV, p. 144).


Entrega do Manual da Pia União




Memorial das Donzelas Cristãs e


de um modo especial das Filhas de Maria




► "Será ele para ti, ó donzela, a lâmpada que ao principiar o dia te alumiará para segui­res até Deus, e a voz do Anjo da Guarda, que à noite te dirá: 'foste fiel, descansa em paz, Deus está contente contigo', ou talvez: 'esquecestes os teus deve­res, pede perdão a Deus, des­cansa ainda em paz e amanhã os cumpre melhor'.


Duas simpatizantes, uma aspirante 

e uma nova Filha de Maria





O que devo fazer para com Deus


Orações: Não apressadas, mas com recolhimento e constantes; sossega­das, serenas, resigna­das; simples, humildes, com confiança; sempre respeitosas e o mais possível afetuosas.

Submissão: Ao meu estado e ao meu dever, vêm de Deus e me são im­postos por Deus; me unem a Deus; desprezá-los, é afastar-me do meu Deus.

Ao guia da minha alma, depois de muito bem escolhido e no que a ela res­peita: tem a luz de Deus; vem-lhe de Deus a bondade; mandará em Nome de Deus.

À meus pais: eles têm a Autoridade de Deus.

Aos acontecimentos: são permitidos, preparados e enviados por Deus.

Trabalho: Começado com alegria; continuado constantemente; interrom­pido só por ne­cessidade e logo recomeçado com resignação.

Descanso e cuidado do corpo: Sob a vista de Deus; sob a guarda de Deus.




O que devo fazer para com o próximo




Dar bom exemplo: Pelo meu porte modesto e simplicidade dos meus vesti­dos, lim­pos e gra­ves, ao mesmo tempo que graciosos, próprios da minha idade e condi­ção, mas nunca respirando qual­quer imodéstia nem vaidade.

Por meus modos afáveis e delicados, mas sempre cautelosos e sempre receo­sos.

Por minha fidelidade em cumprir o que me é ordenado por quem tem autorida­de para isso.

Dizer boas palavras: De zelo, sem afetação; de incitamento à virtude e às obras de Deus; de consolação; de paz; de alegria; de amizade. Tudo isto é possível fazer quase todos os dias.

Fazer boas obras através: Dos serviços prestados; por minhas es­molas; por san­tas ações para fazer o bem, para levar os outros à frequência dos Sacra­mentos; por minha in­fluência, para desviar do vício e fazer praticar a virtude.

Do mal reparado: desculpando, justificando, protegendo, defendendo, ocul­tando faltas e esque­cimentos e, se for possível, reparando-os.

Das alegrias procuradas: ao espírito, por justas e santas consolações espiritu­ais; ao coração, por um efetivo reconhecimento para com Deus; à alma, por uma pa­lavra do Céu.



D. Fernando, Pe. Claudiomar 


e as Filhas de Maria.






O que devo fazer para com a minha alma




Devo ter coragem: Nas contrariedades e provações; nos desassos­segos, nas do­enças, nos insucessos, nas humilhações.

Nos aborrecimentos que aparecem sem causa conhecida.

No mau humor que nasce em mim, e que evitarei para não fazer sofrer os ou­tros.

Nas faltas cometidas, para me levantar e as reparar depressa.

Nas tentações, para repeli-las energicamente, mas sem me perturbar.

Devo ter ordem e regularidade: Nas ocupações: cada uma a sua hora.

Nas distrações lícitas, para não gastar nelas demasiado tempo.

Nos objetos materiais que são do meu uso.

Devo renovar constantemente: Os pensamentos piedosos lidos, refleti­dos e al­gumas vezes escritos.

As leituras proveitosas, profundas, elevadas, excitando ao amor do belo por ex­celência e do bem infinito, Deus.

As conversas sobre coisas santas, que reanimem, aumentem e renovem a pie­dade e o fervor.

Os passeios que descansem o espírito, fortificando o corpo" (Manual da Pia União das Filhas de Maria, ob. cit., Cap. IV, pp. 147-150).





► Espelho da Donzela Cristã




Em casa ─ recatada e nunca ociosa.



Na igreja ─ Anjo reverente.

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Com o próximo ─ complacente.



Na conversação ─ moderada.



No olhar ─ modesta.

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No pensar ─ refletida.

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No andar ─ grave e sossegada.



No vestir ─ modesta e humilde.



Nos trabalhos ─ a primeira.



Nas leituras ─ receosa.

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Na companhia ─ afável.

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Com os homens ─ cautelosa.

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Com os Sacerdotes ─ respeitosa.



Com os inferiores ─ aprazível.



Na mesa ─ sóbria.

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Na cama ─ composta.






► O Bom Gosto da Donzela Cristã




O vestido mais belo ─ a candura do Batismo.



O melhor alimento ─ a Comunhão.



A melhor bebida ─ a água viva.



O desporto preferido ─ a genuflexão.

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O melhor passeio ─ entrar dentro de si.

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O meu melhor amigo ─ o meu Anjo da Guarda.



A minha melhor jóia ─ o meu terço.

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A minha propriedade ─ o meu túmulo.

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A minha aspiração maior ─ salvar as almas.



O meu fim ─ Jesus no sacrário.

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A minha alegria ─ a Virgem Maria.

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A minha tristeza ─ a perda das almas.



O meu melhor perfume ─ o incenso.

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As minhas cores preferidas ─ a pureza e o amor.



Em tudo ─ um olhar à Virgem Maria.






► Duas Advertências de São Felipe Nery




Filha, não te sobrecarregues com muitas devoções; porém, escolhe as que pu­deres desempe­nhar com exatidão.

Filha, por amor do Céu, e se não queres chorar todo o resto da tua vida, escuta: para bem es­colheres o teu estado, são necessárias três coisas, a saber: tem­po, con­selho e ora­ção.

Tempo para não fazeres as coisas com precipitação; conselho dos pais e do Confessor, des­confiando sempre das tuas luzes; enfim, oração, porque se trata de um negócio de suma im­portância, do qual depende a tua salvação.

Finalmente, ó filha, procura que em todas as circunstâncias e em todos os tem­pos habi­tem Je­sus e Maria na tua mente, na tua boca e no teu coração (ob. cit., p. 129).




► Decálogo da Filha de Maria





Leis de conduta moral,

dadas por S. Em. D. Sebastião Leme,



na Assembleia Geral,

do "dia da Filha de Maria"



da Arquidiocese do Rio de Janeiro,



em 22 de Agosto de 1937.




1 ─ Piedade e vida interior: A Filha de Maria, onde quer que se apresente, deve ser reconheci­da pelo seu porte exterior de distinção e modéstia, reflexo de uma pie­dade sólida e de vida interior profun­da.

2 ─ Fervor Eucarístico: A piedade e a vida interior da Filha de Maria de­vem ali­mentar-se com a devoção fervorosa à Santíssima Eucaristia, concretizada principalmen­te, pela assistên­cia à Missa e pela Comunhão frequente, e, si possível, diária.

3 ─ Devoção terníssima à Maria: Pela devoção terníssima que deve con­sagrar à sua Mãe do Céu, a Filha de Maria não deixará passar nenhuma Festa de Nossa Se­nhora sem esme­rado preparo e condigna celebração.

4 ─ Devoção dos Sábados: A devoção dos Sábados, tradicionalmente consa­grados pela pieda­de católica ao culto da Virgem Maria, ocupará um lugar de destaque na vida espiritual da Filha de Maria.

5 ─ Ação Católica: No exercício pacífico da Ação Católica, cada Filha de Maria deve procurar obter um lugar de honra, quer pela sua formação primorosa, quer pela in­corporação numa das suas duas organizações fundamentais femininas.

6 ─ O amor à Igreja e ao Papa: A Filha de Maria não cederá a ninguém o prima­do do amor à Igreja e a submissão filial ao Papa e às Autoridades Eclesiásticas.

7 ─ Diversões e Modas: Na sua atitude em face das diversões modernas, das modas e leituras, a Filha de Maria lembrar-se-á sempre das altas exigências de sua emi­nente dignidade cristã.

8 ─ Praias e Banhos: As praias de banho não serão frequentadas pela Fi­lha de Maria em trajes, horas e companhias incompatíveis com a Modéstia Cristã.

9 ─ Cassinos: As responsabilidades de perfeição individual e de bom ex­emplo interdi­zem à Filha de Maria a frequência dos Cassinos e reuniões similares.


10 ─ Rádios: O cuidado com a conservação de suas virtudes exige que a Filha de Maria não sin­tonize para as estações emissoras em horas de programas pouco es­crupulosos e incon­venientes.








Compromisso


 

Para a maior glória de Deus,


honra de Maria Imaculada


e santificação pessoal minha

,
prometo cumprir e observar


o Decálogo da Filha de Maria.

 


► Transcrevemos aqui o douto e prudente Documento



da Federação Mariana Feminina de São Paulo


Modas: Deve a moda achar-se em absoluta conformidade com a Modés­tia Cristã, ex­cluído qual­quer exagero, inclusive no tocante à pintura; exigem-se mangas compridas até os pu­nhos para a recep­ção dos Sacramentos, bem como em toda a oca­sião em que esteja exposto o Santíssimo; em qualquer outra circunstância são toleradas as mangas curtas, uma vez que che­guem ao cotovelo; nunca será, por­tanto, permitido a uma Filha de Maria trazer um vestido de todo sem mangas.

Diversões: Bailes ─ Nas condições supra, toleram-se os familiares, onde exclusiva­mente será permitida a dança, quando respeitadas as regras intrínsecas da Mo­déstia.

Praias ─ A Filha de Maria deve, em qualquer praia de banho, conservar a máxi­ma distin­ção, como requer o título que a honra. Escolherá com sensatez o seu traje e, em hipótese algu­ma, deixará o seu roupão toda a vez que se achar fora d'água. Em ne­nhuma outra ocasião lhe será permitido abster-se de meias ou usá-las curtas.

Piscinas ─ É expressamente vedado à Filha de Maria tomar parte em ba­nhos mistos em pisci­nas.

Clube de Regatas ou de Natação ─ Dada a promiscuidade inevitável dos clubes de re­gatas e de natação, proíbe-se à Filha de Maria inscrever-se em seus qua­dros soci­ais.

Carnaval ─ É expressamente proibido à Filha de Maria tomar parte em bai­les e em cor­dões car­navalescos, bem como usar traje masculino ou qualquer fantasia que possa, embora de leve, ofender as regras da decência.

§ único: O traje masculino é sempre vedado à Filha de Maria, em qualquer cir­cunstância que se­ja. A proibição dos pijamas estende-se também às praias de banho.

Nota: Se acaso se vir uma Filha de Maria na impossibilidade de cumprir à risca qualquer destas disposições, deve imediatamente, depois de consultado o Confes­sor próprio, expor o caso ao Revmo. Pe. Diretor de sua Pia União, o qual dará a solução que julgar mais acertada, tendo, porém, o cuidado de fazer chegar essa solução ao conheci­mento da Federação de sua Dio­cese. No caso contrário, a falta cometida resultará para a Filha de Maria na sua exclusão imediata da Pia União.

► "Jesus está na Sua Igreja Santa. É, pois, necessário que a Igreja em ti esteja para que Jesus em ti viva.

Que teu pensar, teu querer, teu sentir se identifiquem com o modo de pen­sar, de querer, de sentir da Santa Igreja!

Tua luz, teus olhos, teu calor, teu alento, teu guia é de quem dos Céus bai­xou e quer ser teu tudo na Sua Igreja.

Portanto, se o Papa te fala, responde-lhe incontinente: Amém, amém.

Se te fala o Magistério Ordinário, não duvides responder: Amém.

Se leres os Santos Padres, a todas as suas opiniões comuns que represen­tam a Tra­dição: Amém, amém.

Jesus, que vives na Igreja, guiai-me Vós, vivei em mim, transformai-me, compene­trai-me, absorvei-me.

Amém e sempre amém a todos os Vossos Ensinamentos" (Fr. João José Pe­dreira de Castro, "Amém! Amém! Amém!", Cap. XIII).

► "Nunca permitas a ti mesma esses tratos que se dão aos outros por brincadei­ras, mas que são sempre repreensíveis. Jogar um no chão, beliscar o outro, pintar a um terceiro de preto, enganar a um tolo; tudo isso denota uma alegria desenfreada e maligna" (São Francisco de Sales, "Filotéia", III, 23).





A Madrinha de Santa Teresinha


 
► A irmã mais velha de Santa Teresinha, Maria Luísa Josefina (Soror Maria do Sagrado Coração), em sua infância e juventude, “sempre ciosa de sua liberdade, não lhe agradava a moda feminina da época; ficava irritada e chorava, até, quando a queriam vestida com esmero;... dizia ela, 'todavia, nesse desprezo de toda faceirice devia haver orgulho secreto, pois, o orgulho se imiscui em toda parte, mesmo no que parece ser humilhante. Quando punha um vestido novo, isso era para mim um verdadeiro suplício' (Circular da Madre Inez de Jesus)” (“A Madrinha de Santa Teresinha”, Prefácio, p. 11, Editora Vozes Ltda, 1942).






Amistad de Jovenes Mundanas



► "Para conseguir esto (perseverar inocentes hasta la muerte), (PO-246), padres y ma­dres, es necessario que las guardéis primeramente del trato de las mozas aficionadas a galas, a ver y ser vistas, a amores profanos, a galanteos y demás vanidades del mun­do.

Si no las apartáis de esas jóvenes, aunque sean primas, vecinas, o hijas de pa­dres a quie­nes de­béis atención, será como imposible que no se pierdan; poco a poco, o bien aprisa, las inspirarán el amor mundano, plantarán en sus corazones máximas de li­bertad, les harán perder el justo horror que deben te­ner a los hombres y las pegarán to­dos los vicios de que ellas adole­cen.

Y no sólo debéis preservar a vuestras hijas del trato con solteras libres, sino tam­bién de ciertas mujeres casadas y viudas, que son la peste de la juventud; quiero decir de aquellas cuya boca no exhala sino profanidad; cuya vida es un tejido de pecados; que son como las maestras de las modas, bailes y enamoramientos: de esta clase de muje­res, padres y madres, guardad a vuestras hijas si no queréis ver­las sin honor y sin conci­encia" (San Antonio Maria Claret; cfr. "La Educacion de los Hijos", según los escri­tos de San Antonio M. Claret, por R. Pe. Jaime M. Tor­ras, C. M. F., Part. V, Cap. V − Cuidad con las Hi­jas!, nº 267, pp. 256-257, Editorial Coculsa, Ma­drid, 1953).




Amistades Masculinas



► "Pero apartadlas aún más de toda suerte de hombres, ya sean solteros, ya casa­dos; ya sean jóvenes, ya viejos; porque, ay!, si de uno sólo os fiáis, aquél será talvez el que a manera de lobo destroce la inocente oveja de Jesucristo.

Mas se acomodan con este santo documento aquellas madres que dejan a sus hijas a solas con los hombres, y no de los más temerosos de Dios? ... Que las permiten sentarse junto a un mozo enamo­rado y conversar con él, en secreto, horas enteras? Aquellas que, muy distintas de aventar lejos de sus hijas los cortejos, no están contentas sino cuando las ven galanteadas de tres o cuatro?” (San Antonio Maria Claret, ob. cit., nº 268, pp. 257-258).

► "Enfrenta os problemas deste mundo com sentido sobrenatural e de acordo com as Normas Morais, que não ameaçam nem destroem a personalidade, antes, a encami­nham.

− Infundirás assim na tua conduta uma força vital, que arraste; e te confir­marás na tua ca­minhada pelo reto caminho" (São Josemaría Escrivá de Balaguer, "Forja", Cap. "Labor", nº 709).


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Fonte: Acessar o ensaio "Reminiscência sobre a Modéstia no Vestir" no link "Meus Documentos - Lista de Livros".

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