BLOG CATÓLICO PARA OS CATÓLICOS.

BLOG CATÓLICO, PARA OS CATÓLICOS.

"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Em Defesa da Fé Católica


16 novembro, 2016

“Há, na Tradição da Igreja, a prática da correção ao Sumo Pontífice. Se não houver resposta a essas questões, então, diria que seria o caso de realizar um ato formal de correção de um grave erro”.

Cardeal Burke sobre Dubia acerca de Amoris Laetitia: ‘Tremenda divisão’ justifica ação.

Em uma entrevista exclusiva ao Register, ele discorre sobre porque quatro cardeais foram impelidos a buscar clareza acerca dos elementos controversos da exortação papal. 

Eminência, o que o senhores pretendem com essa iniciativa?

A iniciativa tem um único objetivo, a saber, o bem da Igreja, que, neste exato momento, passa por uma enorme confusão ao menos quanto a esses cinco pontos. Há, também, diversas outras questões, mas esses cinco pontos críticos estão relacionados com princípios morais irreformáveis. Então, nós, como cardeais, julgamos ser nossa responsabilidade pedir um esclarecimento a respeito dessas questões, com o objetivo de colocar fim à propagação da confusão que, de fato, está levando o povo ao erro.

O senhor tem ouvido muito essa preocupação com a confusão?

Em todo lugar por onde passo. Os padres estão divididos, os padres separados dos bispos, e os próprios bispos entre si. Há uma tremenda divisão que se estabeleceu na Igreja, e essa não é a maneira da Igreja. É por isso que chegamos a um acordo sobre essas questões morais fundamentais que nos une.

Por que o capítulo 8 de Amoris Laetitia é de especial preocupação?

Porque tem sido a fonte de todas essas discussões confusas. Mesmo diretrizes diocesanas estão confusas e em erro. Temos uma espécie de diretriz em uma diocese; por exemplo, afirmando que os padres são livres no confessionário, se julgarem necessário, para permitir a uma pessoa que vive em uma união adúltera, e permanece nessa condição, ter acesso aos sacramentos — enquanto em outra diocese, de acordo com o que sempre foi a prática da Igreja, o padre pode conceder tal permissão àqueles que fazem um firme propósito de emenda, para viver castamento dentro do matrimônio, isto é, como irmão e irmã, e para apenas receber os sacramentos em um local onde não haja risco de escândalo. Isso realmente tem que ser tratado. Mas, depois, há outras questões no dubia além desse ponto particiular dos divorciados recasados, que diz respeito ao termo “intrinsecamente mau”, com o estado de pecado e com a correta noção de consciência.

Sem o esclarecimento que estão buscando, os senhores estão dizendo, portanto, que um ou outro ensinamento em Amoris Laetitia vão contra o princípio da não-contradição (que afirma que algo não pode ser verdadeiro e falso ao mesmo tempo quanto se tratando do mesmo contexto)?

É claro, porque, por exemplo, se tomarmos a questão do matrimônio, a Igreja ensina que o matrimônio é indissolúvel, segundo a palavra de Cristo, “Aquele que se divorciar de sua mulher e se casar novamente comete adultério”. Portanto, se você é divorciado, não pode entrar em uma relação marital com outra pessoa ao menos que o vínculo indissolúvel ao qual está ligado seja declarado nulo, isto é, não existente. Porém, se você diz, bem, em certos casos, uma pessoa vivendo em uma união matrimonial irregular pode receber a Sagrada Comunhão, então, só pode restar uma das duas: ou o matrimônio realmente não é indissolúvel — como, por exemplo, na espécie de “teoria da iluminação” do Cardeal [Walter] Kasper, que sutenta que o matrimônio é um ideal ao qual não podemos, realisticamente, manter as pessoas. Nesse caso, perdemos o senso da graça do sacramento, que permite aos casados viverem a verdade de sua aliança matrimonial — ou a Sagrada Comunhão não é a comunhão com o Corpo e Sangue de Cristo. É claro, nenhuma das duas é possível. Elas contradizem o ensino constante da Igreja desde o início e, logo, não podem ser verdadeiras.

Alguns verão essa iniciativa pelas lentes da política e a criticarão como um movimento “conservadores vs. liberais”, algo que o senhor e os outros signatários rejeitam. Qual é a sua resposta a esse tipo de acusação?

Nossa resposta é simplesmente esta: não estamos tomando alguma espécie de posição dentro da Igreja, como uma decisão política, por exemplo. Os fariseus acusavam Jesus de tomar posição em um dos lados do debate entre os especialistas na lei judaica, mas Jesus absolutamente não fez isso. Ele apelou à ordem que Deus colocou na natureza desde o momento da criação. Ele afirmou que Moisés permitiu o divórcio por causa da dureza de coração, mas não era assim desde o início. Então, estamos apenas apresentando o que a Igreja sempre ensinou e praticou ao fazer essas cinco questões, que abordam o ensino e prática constantes da Igreja. As respostas a essas perguntas fornecem uma ferramente interpretativa essencial à Amoris Laetitia. Elas devem ser expostas publicamente, pois muitas pessoas dizem: “Estamos confusos, e não compreendemos porque os cardeais ou alguém com autoridade não falam e nos ajudam”.

É um dever pastoral?

É isso, e posso assegurar que conehço todos os cardeais envolvidos, e trata-se de algo que empreendemos com o maior sentido de nossa resposabilidade enquanto bispos e cardeais. Porém, empreemdemos também com o maior respeito pelo Múnus Petrino, porque se ele não defende esses princípios fundamentais da doutrina e disciplina, então, praticamente falando, a divisão entrou na Igreja, o que é contrário à sua própria natureza.

E também o Múnus Petrino, cujo propósito primeiro é a unidade?

Sim, como diz o Concílio Vaticano II, o Papa é o fundamento da unidade dos bispos e de todos os fiéis. Essa idéia, por exemplo, de que o Papa deva ser algum tipo de inovador, que está conduzindo uma revolução na Igreja ou algo do tipo, é completamente alheia ao Múnus Petrino. O Papa é um grande servo das verdades da Fé, como elas foram transmitidas de modo ininterrupto desde o tempo dos apóstolos.

É por isso que o senhor enfatiza que se trata de um ato de caridade e justiça?

Absolutamente. Temos essa responsabilidade perante o povo para quem somos bispos, e uma responsabilidade ainda maior como cardeais, que são os principais conselheiros do Papa. Para nós, permanecer em silêncio sobre essas dúvidas fundamentais, que surgiram como resultado do texto de Amoris Laetitia, seria, de nossa parte, uma grave falta de caridade para com o Papa e uma grande falta no cumprimento de nossos deveres de nosso próprio ofício na Igreja.

Alguns podem argumentar que os senhores são apenas 4 cardeais, dentre os quais o senhor é o único que não está aposentado, e que isso não é muito representativo em relação a toda a Igreja. Neste caso, poderiam perguntar: por que o Papa deveria ouvir e responder aos senhores?

Bem, a questão não são os números. A questão é a verdade. No julgamento de Santo Tomás More, alguém disse-lhe que a maioria dos bispos da Inglaterra aceitaram a ordem do rei, mas ele disse que isso poderia ser verdade, mas que os santos no céu não a aceitaram. Esse é o ponto. Creio que, mesmo que outros cardeais não tenham assinado, eles compartilham a mesma preocupação. Mas isso não me incomoda. Mesmo que fôssemos apenas um, dois ou três, se se trata de algo que é verdadeiro e é essencial à salvação das almas, então, deve ser abordada.

O que acontecerá se o Santo Padre não responder a seu ato de justiça e caridade e deixar de dar o esclarecimento quanto ao ensinamento da Igreja que os senhores esperam?
Então, teríamos que tratar dessa situação. Há, na Tradição da Igreja, a prática da correção ao Sumo Pontífice. Obviamente, é algo muito raro. Porém, se não houver resposta a essas questões, então, diria que seria o caso de realizar um ato formal de correção de um grave erro.

Em um conflito entre a autoridade eclesial e a Sagrada Tradição da Igreja, qual delas é vinculante ao fiel e quem tem autoridade para determinar a respeito?

O que é vinculante é a Tradição. A autoridade eclesial existe apenas a serviço da Tradição. Penso na passagem de São Paulo na carta aos Gálatas (1:8): “Mesmo se um anjo vos pregar qualquer Evangelho diferente do qual eu vos preguei, seja ele anátema”.

Se o Papa ensinar um grave erro ou uma heresia, qual autoridade legítima pode declará-lo e quais seriam as consequências? 
 
É dever, em tais casos, e historicamente já aconteceu, que cardeais e bispos deixem claro que o Papa está ensinando o erro e peçam a ele que o corrija.


https://fratresinunum.com/2016/11/16/ha-na-tradicao-da-igreja-a-pratica-da-correcao-ao-sumo-pontifice-se-nao-houver-resposta-a-essas-questoes-entao-diria-que-seria-o-caso-de-realizar-um-ato-formal-de-correcao-de-um-grave-erro/


domingo, 6 de novembro de 2016

ONDE POSSO ENCONTRAR A FELICIDADE?



Senhor, dai-nos sempre esse pão” (Jo. 6, 34), esse pão do qual haveis dito que dá a vida eterna. É o que dizem os Judeus; e exprimem destarte o desejo de toda a natureza humana, ou, antes, de toda a natureza inteligente. Ela quer viver eternamente; quer não sentir falta de nada; numa palavra, quer ser feliz.

É ainda o que exprimia a Samaritana, quando, havendo-lhe Jesus dito: “Ó mulher! Aquele que bebe da água que Eu dou nunca tem sede”, responde ela logo: Senhor, dai-me essa água, para que eu nunca tenha sede e não seja obrigada a vir aqui tirar água, num poço tão profundo, com tanto custo. Repito, a natureza humana quer ser feliz; não quer ter nem fome nem sede; não quer ter necessidade alguma, desejo algum a satisfazer, trabalho algum, fadiga alguma; e isto, que outra coisa é senão ser feliz?

Eis o que quer a natureza humana, eis o seu fundo. Ela se engana nos meios; tem sede dos prazeres dos sentidos; quer exceder; tem sede das honras do mundo. Para conseguir uns e outros, tem sede das riquezas; a sua sede é insaciável; ela pede sempre, e nunca diz basta; sempre mais e sempre mais. É curiosa; tem sede da verdade, mas não sabe onde achá-la, nem qual verdade pode satisfazê-la; apanha dela o que pode por aqui, por acolá, por bons, por maus meios; e, como toda alma curiosa é leviana, deixa-se enganar por todos aqueles que lhe prometem essa verdade que ela busca.

Quereis nunca ter fome, nunca ter sede? Vinde ao Pão que não perece, e ao Filho do Homem que vô-lo administra; à sua Carne, ao seu Sangue, onde está conjuntamente a verdade e a vida, porque é a Carne e o Sangue, não do filho de José, como diziam os Judeus, mas do Filho de Deus. Ó Senhor, dai-me sempre esse pão!” Quem é que não tem fome dele? Quem é que não quer se sentar à vossa mesa? Quem poderia jamais deixá-la?

Mas, para nos aguilhoar mais do desejo de nos aproximarmos dela, Jesus Cristo diz-nos, que não é coisa fácil ou comum. Há que ser amado por Deus, tocado, puxado, prevenido, escolhido. Vede quantos dos seus ouvintes se afastam d'Ele, quantos murmuram, quantos se escandalizam! Os seus próprios discípulos retiram-se-lhe da companhia; há mesmo entre seus apóstolos, uns que não creem. Quanto mais esses infiéis se desviam, tanto mais os verdadeiros discípulos devem aproximar-se.

Vinde, escutai, segui o Pai que vos puxa, que vos ensina interiormente, que vos faz sentir vossas necessidades, e em Jesus Cristo o verdadeiro meio de saciá-las. Comei, bebei, vivei, alimentai-vos, contentai-vos, saciai-vos. Se fordes insaciáveis, seja d'Ele, da sua verdade, do seu amor; porquanto a Sabedoria eterna diz, falando de Si própria: Os que Me comem ainda terão fome, e os que Me bebem ainda terão sede. Oh! Acabamos de ouvir da boca d'Ele: Aquele que bebe da água que Eu der, nunca terá sede; e ainda: Aquele que vem a Mim, nunca terá fome, e aquele que crê em Mim, nunca terá sede. Jamais terá fome nem sede de outra coisa senão de Mim; mas terá uma fome e uma sede insaciável de Mim, e nunca cessará de desejar-Me. Ao mesmo tempo que será insaciável, será todavia, saciado, porque terá a boca na Fonte: “Os rios de água viva sair-lhe-ão das entranhas. A água que Eu lhe der tornar-se-á nele uma fonte de água que jorrará para a vida eterna”.

Ele terá, pois, sempre sede da Minha verdade; mas também poderá sempre beber, e Eu o conduzirei à vida em que ele nem sequer terá mais que desejar, porque Eu o rejubilarei pela beleza da Minha Face, e lhe satisfarei todos os desejos.

Vinde, pois, Senhor Jesus, vinde; o Espírito diz sempre: Vinde; a Esposa diz sempre: Vinde. Vós todos que escutais, dizei: Vinde, e aquele que tem sede venha; venha quem quiser receber gratuitamente a água viva. Vinde, não se exclui ninguém. Vinde, não custa nada, só custa querer. Tempo virá em que já não se dirá: Vinde. Quando esse Esposo tão desejado vier, então, não precisaremos mais dizer: Vinde. Diremos eternamente: Amém, assim é, está tudo cumprido; Aleluia, louvemos a Deus; Ele fez bem todas as coisas; fez tudo o que prometera, não há mais, senão, que louvá-Lo.


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Fonte: Bossuet, “A Eucaristia”, da Coleção Boa Imprensa, Cap. V, pp. 31-34; Livraria Boa Imprensa, Rio de Janeiro, 1942.




quarta-feira, 2 de novembro de 2016

VERDADES ETERNAS, OU, PANEGÍRICO DO VERBO ENCARNADO. 1ª Parte.


No Princípio era o Verbo, 
e o Verbo estava com Deus, 
e o Verbo era Deus.

No Princípio, Ele estava com Deus. Tudo foi feito por meio Dele, e sem Ele nada foi feito. O que foi feito Nele era a vida, e a vida era a luz dos homens; e a Luz brilhou nas trevas, mas as trevas não a compreenderam”.1

O Verbo era a luz verdadeira que ilumina todo homem. Ele veio ao mundo, e o mundo foi feito por meio Dele, mas o mundo não O reconheceu.

Veio para o que era seu, e os seus não O reconheceram.

Mas, a todos que O receberam deu o poder de se tornarem filhos de Deus: aos que creem em seu Nome, Ele, que não foi gerado nem do sangue, nem de uma vontade da carne, nem de uma vontade do homem, mas de Deus.

E o Verbo se fez carne e habitou entre nós (numa “Virgem desposada com um varão, que se chamava José, da casa de Davi, e o nome da Virgem era Maria”2); e nós vimos a sua glória, glória que Ele tem junto ao Pai como Filho único, cheio de graça e de verdade”.3

É Ele que, nos dias de sua vida terrestre, apresentou pedidos e súplicas, com veemente clamor e lágrimas, Àquele que O podia salvar da morte; e foi atendido por causa da sua submissão. E embora fosse Filho, aprendeu, contudo, a obediência pelo sofrimento; e, levado à perfeição, se tornou para todos os que Lhe obedecem princípio de salvação eterna, tendo recebido de Deus o título de Sumo Sacerdote, segundo a Ordem de Melquisedec”.4

Ele é o Apóstolo e Sumo Sacerdote da nossa profissão de fé”.5

O Bendito e Único Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores, o único que possui a imortalidade, que habita uma luz inacessível, que nenhum homem viu, nem pode ver”6.

Ele é a Imagem do Deus invisível, o Primogênito de toda criatura, porque Nele foram criadas todas as coisas, nos Céus, e na terra, as visíveis e as invisíveis: Tronos, Soberanias, Principados, Autoridades, tudo foi criado por Ele e para Ele. Ele é antes de tudo e tudo Nele subsiste.

Ele é a Cabeça da Igreja, que é o seu Corpo. Ele é o Princípio, o Primogênito dos mortos, tendo em tudo a primazia, pois Nele aprouve a Deus fazer habitar toda a Plenitude, e reconciliar por Ele e para Ele todos os seres, os da terra e os dos Céus, realizando a paz pelo sangue da sua Cruz”.7

Ele tinha a condição divina, e não considerou o ser igual a Deus como algo a que se apegar ciosamente. Mas, esvaziou-se a Si mesmo, e assumiu a condição de servo, tomando a semelhança humana. E, achado em figura de homem, humilhou-se e foi obediente até a morte, e morte de Cruz!”8

Cristo sofreu por todos nós, deixando-nos um exemplo, a fim de que sigamos os seus passos. Quando injuriado, não revidava; ao sofrer, não ameaçava, antes, punha a sua causa nas mãos Daquele que julga com justiça. Sobre o madeiro, levou os nossos pecados em seu próprio Corpo, a fim de que, mortos para os nossos pecados, vivêssemos para a justiça.

Por suas feridas fomos curados, pois, estávamos desgarrados como ovelhas, mas agora retornamos ao Pastor e Supervisor das nossas almas”.9

Por isso, Deus o sobre-exaltou grandemente e o agraciou com o Nome que é sobre todo nome, para que, ao Nome de Jesus Cristo, se dobre todo joelho dos seres celestes, dos terrestres e dos que vivem sob a terra, e, para glória de Deus, o Pai, toda língua confesse: Jesus é o Senhor”.10

É Ele o resplendor de sua glória e a expressão do seu ser; sustenta o universo com o poder de sua palavra; e depois de ter realizado a purificação dos pecados, sentou-se nas alturas à direita da Majestade, tão superior aos Anjos quanto o Nome que herdou excede o deles”.11

Pois, “Ele foi manifestado na Carne, justificado no Espírito, contemplado pelos Anjos, proclamado às nações, crido no mundo, exaltado na glória”.12

Tendo subido às alturas, levou cativo o cativeiro, concedeu dons aos homens”.13

Por isso, “bendito seja o Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que nos abençoou com toda a sorte de bênçãos espirituais, nos Céus, em Cristo Jesus. Nele, Ele nos escolheu antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis diante Dele no amor. Ele nos predestinou para sermos seus filhos adotivos por Jesus Cristo, conforme o beneplácito da sua vontade, para louvor e glória da sua graça, com a qual Ele nos agraciou no Amado. E é pelo Sangue deste que temos a Redenção, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça, que Ele derramou profusamente sobre nós, infundindo-nos toda sabedoria e prudência, dando-nos a conhecer o mistério da sua vontade, conforme decisão prévia que lhe aprouve tomar para levar o tempo à sua plenitude: a de em Cristo encabeçar todas as coisas, as que estão nos Céus e as que estão na terra. Nele, predestinados pelo propósito Daquele que tudo opera, segundo o conselho da sua vontade, fomos feitos sua herança, a fim de servirmos para o seu louvor e glória, nós, os que antes esperávamos em Cristo. Nele também nós, tendo ouvido a Palavra da verdade, o Evangelho da nossa salvação, e nela tendo crido, fomos selados pelo Espírito da promessa, o Espírito Santo, que é o penhor da nossa herança, para a Redenção do povo que Ele adquiriu para o seu louvor e glória”.14

Quem crê no Filho tem a vida eterna. Quem recusa crer no Filho não verá a vida. Pelo contrário, a ira de Deus permanece sobre ele”.15

Pois Deus amou tanto o mundo, que entregou o seu Filho Único, para que todo o que Nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Pois Deus não enviou o seu Filho ao mundo para julgar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele. Quem Nele crê não é julgado; quem não crê, já está julgado, porque não creu no Nome do Filho Único de Deus”.16

Àquele, cujo poder, agindo em nós, é capaz de fazer muito além, infinitamente além de tudo o que nós podemos pedir ou conceber, a Ele seja a glória na Igreja e em Jesus Cristo, por todas as gerações dos séculos dos séculos! Amém”.17


____________________

1.  Jo. 1, 1-5.

2.  Luc. 1, 27.

3.  Jo. 9-14.

4.  Heb. 5, 7-10.

5.  Heb. 3, 1.

6.  I Tim. 6, 15-16.

7.  Col. 1, 15-20.

8.  Filip. 2, 6-8.

9.  I Ped. 2, 21-25.

10.  Filip. 2, 9-11.

11.  Heb. 1, 3-4.

12.  I Tim. 3, 16.

13.  Ef. 4, 8.

14.  Ef. 1, 3-14.

15.  Jo. 3, 36.

16.  Jo. 3, 16-18.

17.  Ef. 3, 20-21.



 

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