BLOG CATÓLICO PARA OS CATÓLICOS.

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"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

terça-feira, 15 de outubro de 2019

ANTIGAS HERESIAS, QUE LEMBRAM AS NOVAS.


O Montanismo
(Heresia do séc. II-III)

Uma doutrina de todo ponto contrária ao gnosticismo e tão exagerada como ele, formulou-se no Montanismo. Assim como o gnosticismo tinha substituído aos fatos históricos e às ideias reveladas do Evangelho as extravagâncias do pensamento e as fantasias da imaginação, assim também o Montanismo pretendeu que a objetividade do Cristianismo devia absorver completamente o indivíduo com o seu pensamento e vontade. Só a inspiração pode dar ao homem uma certeza pessoal e verdadeira. Daí o caráter exterior da seita, que ameaçava transformar o Cristianismo num monaquismo exagerado, do mesmo modo como o gnosticismo o convertera em uma teologia mística.


Montano, seu fundador, nascido em Pepusa, na Frígia (pelo ano de 170 d.c.), provavelmente, antigo sacerdote de Cibele, logo que foi recebido no seio do Cristianismo, apresentou-se como inspirado pelo Espírito Santo, como o órgão mais poderoso do Paráclito, que até então aparecera, ameaçando com os castigos mais severos e mais próximos aqueles, que se insurgissem contra ele e o perseguissem. A inspiração, de que Montano se dizia dotado, era só momentânea; eram uns como arrebatamentos passageiros, que lhe roubavam toda a reflexão e consciência de si mesmo. “Eis o Deus, eis o Espírito Santo, que fala”, exclamava Montano nos seus êxtases proféticos (necesse est excidat sensu). Mas o viver do pretendido profeta estava bem longe de se assemelhar à vida pura e celeste dos que, nos tempos Apostólicos, recebiam os dons da visão e da profecia. Suas revelações tinham principalmente por objeto preceitos morais muito rigorosos, cuja realização levaria a Igreja à sua idade madura e viril. Era preciso renunciar a toda a atividade científica, evitar todos os gozos terrestres e procurar o martírio. A impureza, o assassínio, as segundas núpcias excluíam para sempre da Igreja. O espírito de profecia devia ser permanente na verdadeira Igreja do Novo Testamento, assim como o tinha sido na do Antigo; e os discípulos de Montano eram os seus depositários e seus órgãos. Dos Apóstolos, esse dom passara para Ágabo, Judas, Silas, para as filhas do Apóstolo Filipe em Hierápolis, para Ananias de Filadélfia, para Quadrato, para Montano e para as duas santas mulheres Priscila e Maximila. Pretendendo conservar a Doutrina da Igreja Católica (Tertull., de Virginib. Veland., c. 2), Montano dizia: “A moral carece de se aperfeiçoar; deve tornar-se mais rigorosa; o próprio Deus mostrou bem claramente esta gradação, passando do Velho para o Novo Testamento, através das instituições e dos meios de salvação progressivos de um e outro”. Os Bispos católicos reunidos em diversos Sínodos opuseram-se a este espírito de ilusão e de mentira, a este rigorismo moral. Declararam Montano e as duas mulheres “falsos profetas, possessos” e quiseram submetê-los aos exorcismos eclesiásticos. Então, Montano e seus aderentes separaram-se da Igreja Católica, e os Montanistas, Perpusianos ou Catafrígios, constituíram uma igreja própria na Ásia e na Frígia, sua sede principal, espalharam-se pelo Ocidente. O altero Tertuliano foi seduzido na África (por volta de 205) pela severidade destes Princípios morais, até o ponto de expor com maior clareza o que Montano entrevia em sua fantástica imaginação, e tornar conhecido o erro dogmático do Montanismo, que negava a cooperação do Espírito Santo na Obra de Jesus Cristo (cfr. Dieringer, Sist. dos fatos divinos, T. II, p. 206; Tillemont, T. III, pp. 211-220). “Cristo, dizia ele, prometendo aos Apóstolos a descida do Espírito Santo, não queria por certo significar por esse modo que a revelação não estava completa n’Ele e por Ele, porque diz positivamente: ‘Ela receberá do que é Meu e vo-lo anunciará (Jo. 16, 13-14; cfr. XIV, 26; XV, 21); Ele vos dará testemunho de Mim e vos fará lembrar tudo o que Eu vos tenho dito’; isto é, que o Espírito Santo devia explicar, desenvolver e acomodar ao mundo o que Jesus Cristo já tinha ensinado”. Mas Tertuliano, interpretando mal as palavras do Salvador: “Ainda tenho muitas coisas que dizer-vos, porém, não as podeis compreender agora” Jo. 16, 12), pretendia que era passando o tempo em que Jesus Cristo tomava em consideração a fraqueza dos homens; que o Espírito Santo tinha descido sobre Montano e as duas profetisas; que tinha completado a revelação interior para elevar a vida humana à sua perfeição, e que por consequência aos fiéis corria o imperioso dever de observarem os novos mandamentos do Espírito Santo.


Os católicos mostraram-se pouco dispostos a abraçar este erro, já condenado por muitos Sínodos reunidos na Ásia Menor desde os tempos Apostólicos. Os Montanistas deram-lhes o nome de ‘carnais’, ao passo que a si próprios se chamavam ‘espirituais’. Apelaram para Roma, confiados nas recomendações dos Confessores de Lião e de Viena. O Papa (Eleutério ou Vítor?), sendo iludido, já se mostrava favorável a esta doutrina, quando o Confessor Praxeas, vindo apressadamente a Roma, lhe descobriu todos os erros, e o obrigou a rejeitá-los. A sua polêmica tornou-se então ilimitada e febril, e chegaram ao extremo de repelir a Autoridade Doutrinal da Igreja Católica (Tertull., de Pudicitia, c. 21, p. 744).

O gnóstico egípcio Hieracas (Epiph. Haer. 67) desenvolveu princípios de um rigorismo e severidade ainda mais exagerados do que os dos Montanistas, com quem aliás tinham muitas afinidades.

Uma seita contrária ao iluminismo dos Montanistas nasceu da polêmica apaixonada, que eles excitaram. Esta nova seita, menos numerosa, não só negava o dom de profecia dos Montanistas, mas todo e qualquer dom do Espírito em geral. Tão superficial na doutrina, como exagerada na reação, rejeitou o Evangelho e o Apocalipse de São João, porque os Montanistas lançaram mão deles para fundamentar a sua opinião acerca do Espírito Santo e o seu ‘chiliasmo’ chegou a combater a Divindade de Cristo e as relações do Verbo Divino (Logos) com a natureza humana, de onde lhes veio o nome irônico de Aloges (cfr. Hèfélé, Os Aloges e suas relações com os Montanistas – Revista trim. de Tub., 1851, p. 564 ss), dado por Santo Epifânio. Eram anti-montanistas, porém, antes de tudo, inimigos da Divindade do Verbo”.


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Fonte: Dr. João Alzog, Professor da Universidade de Friburgo em Brisgau, “História Universal da Igreja”, Tom. I, 2º Período, Part. II, Cap. II, Art. LXXIII, pp. 199-201. Trad. de José Antônio Freitas; Ernesto Chardron, editor. Porto. 1882.


Obséquios que devemos fazer a Maria, por nos granjear, o Afeto do seu Sagrado Coração.


1. Ter afeto especial à virtude da castidade por amor de Maria. Assim, por lhe serem agradáveis, tanto amaram esta virtude Santo Eduardo, Santo Aleixo, Santo Eleazar, e outros inúmeros Santos. O Bem-aventurado André de Chios, em uma perigosa enfermidade, tendo feito à Virgem uma promessa, de viver castamente, se Nossa Senhora lhe restituísse a saúde, de súbito ficou bom, e se vestiu todo de branco, para dar público testemunho da graça recebida, e do compromisso, que com a Rainha das Virgens assumira, de viver em pureza.

2. Venerar as imagens de Nossa Senhora. Fácil é praticar este obséquio para com a Virgem, cujas imagens frequentemente se nos deparam; e com isto muito se apraz a Rainha do Céu. Uma jovem que se educava em um mosteiro de Bolonha, viu que, quantas vezes as monjas se inclinavam passando por uma imagem de Nossa Senhora, tantas lhe depunham no seio uma rosa: pelo que se deliberou a fazer-se freira. (March. Diario, 25 Fever.)

3. Termos em nossos aposentos as imagens da Virgem, ou trazê-las conosco. O Demônio tanto teme disto que, conforme refere o segundo Concílio de Nicéia, prometeu a um ermitão, que não mais o tentaria em desonestidade, se ele tirasse da cela a imagem de Maria. Luiz, o Pio, imperador, trazia sempre consigo uma imagem da Mãe de Deus; e indo à caça, enquanto se divertiam os da sua comitiva, ele se ajoelhava ante a sagrada efigie.

4. Saudar a Virgem com cinco Salmos, cujas primeiras letras formam o Nome de Maria. E são:

O cântico Magnificat; o salmo 119 – Ad Dominum cum tribularer; o salmo 118 – Retribue servo tuo; o salmo 125 – In convertendo; e o salmo 112 – Ad te levavi oculos meos.

O Bem-aventurado Joscione todos os dias praticava esta devoção; e depois da morte lhe nasceram cinco rosas, duas nos olhos, duas nos ouvidos, e uma na boca, cada uma das quais tinha impresso sobre as folhas a primeira sílaba dos sobreditos salmos. Tanto à Santa Virgem agradou esta santa alma com semelhante obséquio!

5. Ensinar às criancinhas louvarem e invocarem Maria. São Francisco de Bórgia e o Bem-aventurado Luís de Gonzaga tiveram esta felicidade – que as primeiras palavras que aprenderam a proferir, foram os nomes de Jesus e de Maria; e o Bem-aventurado Luís, ainda pequenino, ao subir uma escada repetia em cada degrau este santo Nome.

6. Tomar como armas de defesa o santo Nome da Virgem. A venerável Jacinta Marescotti costumava escrever o santo Nome de Maria em alguns pedacinhos de papel, e, enrolando-os, os engolia, como que desejando pô-los em seu coração. São Edmundo, indo ao seu leito para dormir, com o polegar traçava na fronte o Nome de Jesus e de Maria. Ao menos não entreis a dormir sem terdes invocado um e outro destes Nomes sacrossantos.

7. Recitar devotamente a antífona: “Beata viscera Mariae Virginis, quae portaverunt aeterni Patris filium, et beata ubera quae lactaverunt Christum Dominum – Bem-aventurada as entranhas da Santíssima Virgem, Nossa Senhora, que carregaram o Filho do Eterno Pai; e Bem-aventurados os virginais seios que alimentaram a Jesus Cristo, Nosso Senhor”. Um clérigo, que durante muitos anos perseverara nesta devoção, caiu depois enfermo, e a tal extremidade chegou que enlouquecia de dor, e com furor tamanho que lacerava a própria língua; quando, aparecendo-lhe a Virgem Santíssima, com algumas gotinhas do seu virginal leite o refrigerou, lhe restituiu a saúde, e o deixou submerso em um mar de celestiais doçuras; pelo que, por gratidão, completamente renunciou ao mundo, e se fez monge. (P. Barry, Paraíso, 4 de Fevereiro)


Fonte: Rev. Pe. João Pedro Pinamonti, S.J., “O Sagrado Coração de Maria Virgem proposto à Devoção dos Fiéis”, Consideração V, pp. 129-132. Duprat & Comp., São Paulo/SP, 1904.


sexta-feira, 11 de outubro de 2019

MARIA TEOTÓKOS.


Maria Teotókos
Maria Mater Dei
Maria a Mãe de Deus


Maria é Mãe de Deus
Qualificação: De Fé1


“É de fé que Cristo, e mais especialmente o homem-Cristo, foi realmente gerado de mãe humana, e portanto, é real e propriamente filho de mãe humana, como qualquer outro filho de homem. Ao lado da origem sobrenatural da sua pessoa, tem pois, uma filiação humana real e própria. Em atenção ao princípio maternal que intervém nesta obra, é preciso dizer que esta filiação humana de Cristo e a Maternidade que lhe corresponde são naturais. No que concerne à geração da natureza humana e à sua comunicação à pessoa de Cristo pela conceição e pelo nascimento, tudo o que uma mãe faz naturalmente foi feito positivamente por Maria”.2

São Bernadino de Sena, em um de seus deliciosos sermões marianos, dizia: “Vem-me à memória um dito de Santo Agostinho. Dizia ele, ‘que tinha três desejos: um, de ver a Jesus Cristo corporalmente; outro, de ouvir São Paulo pregar; o terceiro, de ver Roma triunfar’. E eu acrescento um quarto: ver a Virgem Maria com seu doce Filho no colo, com toda inocência e pureza”.3

O primeiro alicerce sobre que se levanta o edifício da grandeza mariana é constituído pelo fato, ou melhor, pela missão da Maternidade Divina. Este é um fato que excede de tal modo a força cognoscitiva do homem que deve ser enumerado entre os Mistérios maiores de nossa Fé, Mistérios que, para serem conhecidos por nós, devem ser revelados por Deus. Que uma humilde mulher deste nosso pobre planeta, que uma de nossas irmãs, semelhante a nós, descendente de Adão como nós, se torne Mãe de Deus é um Mistério tão sublime de elevação do homem e de condescendência divina que deixa atônita qualquer inteligência, angélica ou humana, no século e na eternidade.4


Provas


Escritura: Segundo a Escritura, Maria deu à luz Jesus Cristo, seu Filho Primogênito: ora, Jesus Cristo é Deus; logo Maria, segundo o modo de falar da Escritura, é Mãe de Deus.

Tradição: “Se alguém não confessa… que a Santíssima Virgem é Mãe de Deus, já que deu à luz, segundo a carne, o Verbo de Deus feito homem, seja anátema”.5

“Se alguém diz que a Santa, gloriosa e sempre Virgem Maria é imprópria e não verdadeiramente Mãe de Deus… seja anátema”.6

Toda a Tradição cristã, a partir dos tempos apostólicos, é uma proclamação contínua desta verdade mariológica fundamental. Nos dois primeiros séculos, os Padres ensinaram que Maria concebeu e deu à luz a Deus. No terceiro século, começa o uso do termo que se tornou clássico: Theotokos, ou seja, Mãe de Deus. O primeiro a usar esse título parece ter sido Orígenes,7 chefe da célebre escola de Alexandria. Também na célebre prece “Sub tuum praesidium”, muito difundida entre os cristãos do século III, a Virgem Santíssima é invocada como Mãe de Deus.8

No século IV, mesmo antes do Concílio de Éfeso, a expressão Mãe de Deus se tornara tão comum entre os cristãos, que dava nos nervos do Imperador Juliano, o Apóstata, o qual se lamentava de os cristãos não se cansarem nunca de chamar a Maria de Mãe de Deus. João de Antioquia, aconselhava a seu amigo Nestório para não insistir demasiado em negar este título, a fim de evitar tumulto do povo. O próprio Alexandre de Hierápolis, cognominado de “outro Nestório”, reconhecia que a expressão “Mãe de Deus” estava em uso entre os fiéis desde muito tempo. – A exultação mesma que os fiéis demonstraram, quando a Maternidade divina foi definida solenemente como Dogma de Fé, comprova até à evidência quão profundamente estava radicada essa verdade fundamental na alma daqueles antigos cristãos. Com efeito, sabe-se que, logo que teve conhecimento da notícia, a população de Éfeso aclamou entusiasticamente os Padres do Concílio e os acompanhou a suas residências com archotes acesos.9


Conclusão


Logo, segundo a Escritura e a Tradição, Maria há de chamar-se Mãe de Deus, porque dela nasceu Jesus Cristo, que é Deus. É este o grande privilégio de Maria. Os outros, ou são preparação para esta grande dignidade, como a sua Conceição Imaculada, ou são consequências dela, como a excelência de graças e méritos, e a Assunção gloriosa, em corpo e alma.10

A Virgem e, portanto, verdadeira e própria Mãe de Deus! Prostrados humildemente a seus pés, possamos nós saudá-La e repetir-lhe com a maior certeza: Ave, ó Mãe de Deus! Pode-se, porventura, imaginar uma saudação mais solene do que esta?

Mas, afastando um momento o olhar do fulgor de tanta grandeza e pousando-o por alguns instantes em nossa baixeza, unamos à saudação ainda a invocação de seu valioso patrocínio, dizendo-lhe: “Ó Mãe de Deus, tão grande e tão Santa recordai-Vos de mim, tão pequeno e tão pecador!”11


“Não vos deprecieis, ó homens:
o Filho de Deus se fez homem.
E vós, mulheres, não vos deprecieis:
o Filho de Deus nasceu de uma mulher”.12



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1. Rev. Pe. J. Bujanda, S.J., “Manual de Teologia Dogmática”, 1ª Parte, Tratado Oitavo, Cap. IV, Art. 1º, p. 323. Livraria Apostolado da Imprensa, Porto, 1944.

2. Rev. Pe. Matthias Joseph Scheeben, “A Mãe do Senhor”, Cap. “Maria Gera Uma Pessoa Divina”, p. 39. Cultor de Livros, São Paulo/SP, 2017.

3. Pred. Vulgari, I, 21.

4. Rev. Pe. Gabriel Roschini, O.S.M., “Instruções Marianas”, Instrução IV, Cap. III, Art. I, pp. 41-42. Edições Paulinas, São Paulo/SP. 1960.

5. Concílio de Éfeso, anatematismo 1. D. 113.

6. Concílio 2º de Constantinopla. D. 218.

7. Socrate, Hist. Ecla. VII, 32, PG. 68, 812.

8. Marianum, T. III (1941) 97-101.

9. Rev. Pe. Gabriel Roschini, ob. cit., p. 44.

10. Rev. Pe. J. Bujanda, S.J., ob. cit., p. 324.

11. Rev. Pe. Gabriel Roschini, ob. cit., p. 48.

12. Santo Agostinho, In Ps. 118, V, 9.


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