BLOG CATÓLICO PARA OS CATÓLICOS.

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"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

quarta-feira, 4 de agosto de 2021

CATECISMO SOBRE O SACERDOTE.


(São João Batista Maria Vianney)


Meus filhos, chegamos ao Sacramento da Ordem. É um Sacramento que parece não dizer respeito a ninguém dentre vós, e que diz respeito a toda gente. Esse Sacramento eleva o homem até a Deus. Que é o Sacerdote? Um homem que ocupa o lugar de Deus, um homem que é revestido de todos os poderes de Deus. “Ide, diz Nosso Senhor ao Sacerdote. Assim como meu Pai me enviou, assim eu vos envio… todo poder me foi dado no Céu e na terra. Ide, pois, instruí todas as nações… Quem vos escuta a mim escuta; quem vos despreza a mim despreza”.

Quando o Padre perdoa os pecados, não diz: “Deus vos perdoe”. Diz: “Eu vos absolvo”. Na consagração, ele não diz “Isto é o Corpo de Nosso Senhor”. Diz: “Isto é meu corpo”.

São Bernardo diz-nos que tudo veio por Maria, pode-se dizer também que tudo nos veio pelo Sacerdote: sim, todas as venturas, todas as graças, todos os dons celestes.

Se não tivéssemos o Sacramento da Ordem, não teríamos Nosso Senhor. Quem foi que O pôs aí nesse tabernáculo? Foi o Padre. Quem foi que recebeu vossa alma à sua entrada na vida? O Padre. Quem a alimenta para lhe dar a força de fazer a sua peregrinação? O Padre. Quem a prepara para comparecer perante Deus, lavando essa alma pela primeira vez no Sangue de Jesus Cristo? O Padre, sempre o Padre. E se essa alma vier a morrer, quem a ressuscitará? Quem lhe restituirá a calma e a paz? Ainda o Padre. Não vos podeis lembrar de um só benefício de Deus sem encontrardes, ao lado dessa lembrança, a imagem do Padre.

Ide-vos confessar à Santíssima Virgem ou a um Anjo: eles vos absolverão? Não. Dar-vos-ão o Corpo e o Sangue de Nosso Senhor? Não. A Santíssima Virgem não pode fazer descer seu divino Filho à hóstia. Tivésseis aí duzentos Anjos, e eles não poderiam absolver-vos. Um Padre, por mais simples que seja, pode-o; pode dizer-vos: “Ide em paz, eu vos perdoo”. Oh! Como o Padre é alguma coisa de grande!

O Padre só será bem compreendido no Céu… Se o compreendêssemos na terra, morreríamos, não de pavor, mas de amor…

Os outros benefícios de Deus de nada nos serviriam sem o Padre. De que serviria uma casa cheia de ouro, se não tivésseis ninguém para vos abrir a porta? O Padre tem a chave dos tesouros celestes; é ele quem abre a porta; ele é o ecônomo de Deus, o administrador dos seus bens.

Se não fosse o Padre, a Morte e a Paixão de Nosso Senhor de nada serviriam. Vede os povos selvagens: de que lhes serviu que Nosso Senhor morresse? Ai! Eles não poderão ter parte no benefício da Redenção enquanto não tiverem Padres para lhes fazerem a aplicação do Seu Sangue.

O Padre não é Padre para si: não dá a si a absolvição, não administra a si os Sacramentos. Ele não é para si, é para vós.

Depois de Deus, o Sacerdote é tudo!… Deixai uma Paróquia vinte anos sem Padre, adorarão ali os animais.

Se o Sr. Missionário e eu nos fôssemos embora, vós diríeis: “Que fazer nesta igreja? Não há mais Missa; Nosso Senhor não está mais nela, tanto vale rezar em casa…”.

Quando se quer destruir a Religião, começa-se por atacar o Padre, porque onde quer que não haja mais Padre, não há mais Sacrifício, e onde não há mais Sacrifício, não há mais Religião.

Quando o sino vos chama à igreja, se vos perguntassem: “Onde ides?” poderíeis responder: “Vou alimentar minha alma”. Se vos perguntassem, mostrando-vos o tabernáculo: “Que é essa porta dourada? – É a copa: é o guarda-comida de minha alma. – Quem é que tem a chave dele, quem faz as provisões, quem apronta o festim, quem serve à mesa? – É o Padre. – E a comida? – É o precioso Corpo de Nosso Senhor…”. Ó meu Deus, meu Deus, como nos amastes!…

Vede o poder do Padre! A língua do Padre, de um pedaço de pão faz um Deus! É mais do que criar o mundo. Alguém dizia: “Santa Filomena obedece então ao Cura d’Ars?” Certo, ela bem pode obedecer-lhe, já que Deus lhe obedece.

Se eu encontrasse um Padre e um Anjo, cumprimentaria o Padre antes de cortejar o Anjo. Este é o amigo de Deus, mas o Padre faz as vezes de Deus… Santa Teresa beijava o lugar por onde um Padre havia passado…

Quando virdes um Padre, deveis dizer: “Eis aquele que me tornou filho de Deus e me abriu o Céu pelo Santo Batismo, aquele que me purificou depois do meu pecado, que dá a comida a minha alma…”. À vista de um campanário, podeis dizer: “Que há ali? – O Corpo de Nosso Senhor. – E por que está Ele ali? – Porque um Padre passou por ali e disse Missa”.

Que alegria tinham os Apóstolos depois da Ressurreição de Nosso Senhor, por verem o Mestre que tanto haviam amado! O Padre deve ter a mesma alegria vendo Nosso Senhor que ele segura nas mãos… Dá-se grande valor aos objetos que foram depositados na escudela da Santíssima Virgem e do Menino Jesus em Loreto. Mas os dedos do Padre, que tocaram a Carne adorável de Jesus Cristo, que mergulharam no cálice onde esteve o Seu Sangue, no cibório onde esteve o Seu Corpo, não são porventura mais preciosos?…

O Sacerdote é o amor do Coração de Jesus. Quando virdes o Padre, pensai em Nosso Senhor Jesus Cristo.

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Fonte: Abbé Alfred Monnin, “O Espírito do Cura D’Ars – Nos seus Catecismos, Homilias e Conversação”, Cap. Catecismo Sobre o Sacerdote. Editora Vozes Ltda, Petrópolis/RJ, 1959.


terça-feira, 3 de agosto de 2021

ESCAPULARIO DEL CÁRMEN: EJEMPLO.


Hé aqui outro jóvem preservado del inferno por la virtud del mismo Escapulario. Refiere san Alfonso Ligorio que un sacerdote, compañero de los trabajos y viajes del Santo, se allaba en una iglesia confesando, cuando vió pasar á un jóven, que si bien no daba señal alguna de piedad, no obstante anunciaba su semblante desfigurado algun combate interior en el alma. Penetrando el misionero la causa, levántase del confesonario, se le acerca y le pregunta si quiere confesarse. “Señor, yo bien quisiera, contestó el jóven, pero la confesion será muy larga; ¿podria V. oirme en un lugar retirado? Cuando estuvieron solos, hablóle el jóven en estos términos: padre, yo soy noble y extranjero, pero reo de tantos crimenes, que jamás me persuadiré que pueda yo alcanzar misericordia de Dios. Sin hablar á V. de asesinatos é infamias de todo género, de que soy culpable, diré á V. que desesperando de mi salvacion me entregué á todos los crimenes, más por ultrajar á Dios y satisfacer el odio que le he concebido, que por satisfacer mais pasiones. Llevaba un Crucifijo al cuello, y por desprecio lo arrojé léjos de mí. Esta mañana misma… me horroriza el decirlo á V…. queriendo cometer el más horrible sacrilegio, he comulgado con el infame proyecto de pisotear la Hostia consagrada…. Iba ya á ejecutar mi designio… pero la presencia de algumas personas me lo han impedido…. Héla aqui, padre mio…. Tólela V.; quizá seria aun capaz de cometer tanta maldad. Al pasar delante de esta iglesia, un movimiento interior casi irresistible me han heco entrar en el templo, á pesar de mi indignidad. Al acercarme al confesonario, me temblaban las rodillas y mi corazon desfallecia: el horror de mí mismo, el terror de un Dios vengador me dejaba sin esperanza; llegué hasta el punto de querer salir, pero me sentia como detenido por una mano invisible, cuando V. se ha acercado á mí. Padre, aquí me tiene V. á sus piés, parece un sueño que yo me confiese…. tan admirado estoy de lo que veo. – ¿De dónde puede venirle á V. la gracia que le ha conducido á mais piés, dijole entonces el Misionero? ¿Ha hecho V. alguna obra buena ó práctica de piedad? ¿Ha ofrecido V. á Dios algun beneficio, ó dirigido alguna súplica á la Virgen santísima? – ¿Yo, sacrificios? ¿Yo, oraciones? se equivoca V. Padre mio, ¡Cómo! ¿estando yo sin esperanza, y teniendo ya un pié en el inferno, me atreveria yo á levantar los ojos á la Virgen? – Vamos, reflexiónelo V. un momento. – ¡Ay! padre, llevando la mano al pecho: hé aquí todo lo que he conservado; este Escapulario. – ¡Ah! hijo, exclamó el misionero enternecido; ¿lo ve V.! La santísima Virgen le ha obtenido á V. esta gracia. Esta iglesia le está consagrada”. Al oir estas palabras, el jóven se deshace en lágrimas, comienza á referir la historia de su vida criminal, y creciendo siempre el dolor interrumpido por hondos suspiros, cayó sin sentidos á los piés del confesor… Mas en fin, vuelto en sí, acabó la confesion, recibió la absolucion con vivos sentimientos de arrepentimiento, acercóse con gran fervor á la sagrada Eucaristia, y permitió á su confesor que publicase por todas partes la gran misericordia que Dios habia usado con él, por la intercesion de María santísima.


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Fonte: “Tesoro del Catequista - ó Explanacion de la Doctrina Cristiana, sacada en gran parte de la que Compuso de órdem del Papa Clemente VIII el P. Roberto Belarmino de la Compañia de Jesús y Cardenal de la Santa Iglesia, arreglada, añadida é ilustrada con ejemplos, por el P. José Mach, S.J.”, Parte Segunda, Cap. Tercero, pp. 255-256. Quinta Edicion, Imprenta de Francisco Rosal, Barcelona, 1891.


segunda-feira, 2 de agosto de 2021

VEN. TOMÁS DE KEMPIS E A AVE MARIA.


No es pues extraño que los Santos encontrasen sumo placer en rezarla. Tenia el venerable Tomás de Kempis una singular devocion al Ave María; la rezaba á menudo, y siempre con los más vivos trasportes de amor; hé aqui con qué uncion habia él parafraseado esta hermosa oracion:1

A Vos me acercaré, oh María, con respeto, devocion y humilde confianza, siempre que se trate de ofreceros la salutacion angélica. Os la ofrezco, pues, con la cabeza inclinada por respeto á vuestra sagrada persona, tendidos los brazos por un sentimiento de devocion, y quisiera que todos los Espiritus celestiales la repitiesen por mí cien mil veces cada dia, y aun más á menudo. Nada conozco más glorioso para Vos, ni más consolador para nosotros. Escúchenme y estén atentos cuantos aman vuestro santo nombre. Los cielos se alegran, y toda la tierra debe estar en plácida admiracion, cuando digo, Dios te salve, María. Huye el demonio, y tiembla la tierra cuando repito, Dios te salve, María. La tristeza desaparece, y un gozo del todo nuevo inunda mi alma, cuando digo, Dios te salve, María. Mi amor lánguido se reanima y mi alma se renueva eternamente cuando repito, Dios te salve, María. Auméntase mi devocion, excítase en mí la compuncion, fortificase mi esperanza y siento inefable consuelo diciendo, Dios te salve, María. Es tal la dulzura de esta salutacion, que no hay términos capaces de expresarla: está demasiado grabada en mi corazon pa que las palavras puedan manifestarla exteriormente. Me postro, pues de nuevo delante de Vos, ó la más Santa de las virgenes, para deciros, Dios te salve, María, llena eres de gracia. ¡Quién me diera satisfacer los deseos que tengo de honraros con todas las potencias de mi alma! ¡Ojalá todos los miembros de mi cuerpo se cambiaran en lenguas, para alabaros de mil modos diferentes! ¡Ojalá todas mis palabras fuesen palabras de fuego, para glorificaros sin cesar, oh Santa Madre de Dios! Postrado en vuestra presencia, penetrado de una sincera devocion y enteramente lleno de las delicias inefables de vuestro santo nombre, os presento el gozo que os causó la salutacion que os dirigió un dia el Arcángel san Gabriel. ¡Ojalá supiese yo repetir con una boca tan pura como él y con un afecto ardentísimo, Dios te salve, María, llena eres de gracia”.

¡Qué admirables sentimientos! ¡Oh! ¡Qué gracias obtendríamos nosostros por la intercesion de esta divina Madre, si rezásemos, todos los dias, esta bellísima oracion con el corazon lleno de devocion, de confianza, y de amor!2


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1.  “Tesoro del Catequista - ó Explanacion de la Doctrina Cristiana, sacada en gran parte de la que Compuso de órdem del Papa Clemente VIII el P. Roberto Belarmino de la Compañia de Jesús y Cardenal de la Santa Iglesia, arreglada, añadida é ilustrada con ejemplos, por el P. José Mach, S.J.”, Parte Segunda, Cap. Tercero, pp. 235-236. Quinta Edicion, Imprenta de Francisco Rosal, Barcelona, 1891.

2.  Esplic. del Catec. de Mans.


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