A
Arca da Aliança,
figura
de Maria Santíssima.
Entre
as figuras que, na lei escrita, simbolizam Maria Santíssima, nenhuma
foi mais expressiva que a Arca do Testamento.
A
matéria de que era feita, o que continha, o fim para o qual servia,
o que por ela e com ela operava o Senhor naquela antiga Sinagoga.
Tudo era um esboço desta Senhora e do que por Ela e com Ela
realizaria na nova Igreja evangélica.
O
cedro incorruptível
de que – não por acaso, mas por divina disposição – foi
construída, representa expressamente nossa arca mística, livre da
corrupção do pecado atual e da oculta carcoma do original, com seu
inseparável fontes e paixões.
O
finíssimo e puríssimo ouro
de que era revestida, por dentro e por fora, indubitavelmente
significava a mais perfeita elevação da graça e dons que em seus
divinos pensamentos, ações e costumes resplandecia.
Interior
e exteriormente, foi impossível divisar nesta arca, parte, tempo ou
instante, em que não estivesse toda repleta e revestida de graça, e
graça de subidíssimos quilates.
Maria,
escrínio
de Deus.
As
tábuas da lei, feitas de pedra, a urna do maná
e a vara dos prodígios, que aquela antiga Arca continha e guardava,
não poderiam simbolizar com maior exatidão o Verbo humanado.
Encerrado na arca viva de Maria Santíssima, foi seu Filho unigênito
a pedra fundamental
e viva do edifício da Igreja evangélica; a pedra angular
que uniu dois povos tão opostos, como o judeu e o gentio.
Para
isso foi cortada do monte
da eterna geração, gravada pelo dedo de Deus com a nova lei da
graça, e depositada na arca virginal de Maria. Entenda-se, portanto,
que esta grande Rainha se tornou a depositária de quanto Deus era e
fazia com as criaturas. Guardava também consigo o maná da Divindade
e da graça, o poder e a vara dos prodígios e maravilhas, para que
somente nesta divina e mística Arca se encontrasse a fonte das
graças, o mesmo Deus, para Dela transbordarem as maravilhas e
prodígios do poder divino. Quanto este Senhor é, quer e faz,
saiba-se que em Maria está encerrado e depositado.
Maria,
propiciatório
e trono da graça.
A
tudo isto, era consequente que a Arca da Aliança,
não pela figura e sombra, mas pela verdade que simbolizava, servisse
de peanha ou sustentáculo ao propiciatório. Neste pusera o Senhor
seu trono e tribunal de misericórdia, para ouvir seu povo,
responder-lhe e conceder-lhe suas petições e favores.
Assim,
em nenhuma outra criatura, fora de Maria Santíssima, colocou Deus
seu trono de graça. Não podia deixar de fazê-la propiciatório,
uma vez que havia construído esta mística e verdadeira Arca para
nela se encerrar.
Deste
modo, parece que o tribunal da divina justiça ficou reservado a
Deus, enquanto o propiciatório e tribunal da misericórdia foram
dados a Maria dulcíssima. A Ela, como ao trono da graça, deveríamos
ir com segura confiança, apresentar nossos pedidos, suplicar
benefícios, graças e misericórdias que, fora do propiciatório da
grande rainha Maria, nem são ouvidas, nem despachadas para o gênero
humano.
Maria,
a Arca do Novo Testamento,
deveria
ficar no Templo.
Tão
misteriosa e sagrada Arca, construída pela mão do mesmo Senhor para
sua habitação, e propiciatório de seu povo, não estava bem fora
do templo, onde se encontrava guardada a outra arca material, figura
desta verdadeira e espiritual do Novo Testamento.
Por
esta razão, ordenou o Autor desta maravilha, que Maria Santíssima
fosse colocada em sua casa, o templo, terminados três anos após seu
felicíssimo nascimento.
Verdade
é que, com grande admiração, vejo muita diferença entre o que
sucedeu com aquela primeira e figurativa Arca, e o que acontece com a
segunda e verdadeira.
Quando
o rei David trasladou a arca para diferentes lugares, e depois seu
filho Salomão a colocou no templo, seu lugar apropriado - ainda que
aquela arca não tinha outra grandeza senão a de representar Maria
Puríssima e seus mistérios -foram suas trasladações e mudanças
festivas e cheias de regozijo para aquele antigo povo. Testemunharam
as solenes procissões que fez Davi da casa de Aminadab e à de
Obededon
e desta ao tabernáculo de Sião,
cidade de Davi. Finalmente, de Sião foi trasladada por Salomão ao
novo templo que edificara por ordem do Senhor, para casa de Deus e
oração.
As
trasladações da antiga arca,
e
a apresentação de Maria.
Em
todas estas trasladações, conduziu-se a antiga arca da aliança com
pública veneração, e culto soleníssimo de música, danças,
sacrifícios e júbilo daqueles reis e de todo o povo de Israel.
Refere-o a história sagrada nos livros segundo e terceiro dos Reis,
e primeiro e segundo dos Paralipômenos.
Nossa
mística e verdadeira Arca, Maria, entretanto, ainda que mais rica,
estimável e digna da maior veneração entre todas as criaturas, não
foi levada ao templo com tão solene aparato e ostentação pública.
Não houve nesta misteriosa trasladação sacrifícios de animais,
nem pompa real e majestade de Rainha. Foi conduzida da casa de seu
pai Joaquim, nos humildes braços de sua mãe Ana que, embora não
fosse pobre, nesta ocasião levou sua querida Filha para apresentá-la
ao templo ao modo dos pobres, com humilde recolhimento, sozinha e sem
ostentação popular.
Toda
a glória e majestade desta procissão, quis o Altíssimo fosse
divina e invisível. Os mistérios de Maria Santíssima foram tão
elevados e ocultos, que muitos deles até hoje são desconhecidos,
pelos inescrutáveis juízos do Senhor, que reserva tempo e hora
oportunos para todas e cada uma das coisas.
Razão
pela qual
a Apresentação da Virgem
foi
sem aparato.
Admirando-me
eu, na presença do Altíssimo, desta maravilha e louvando seus
desígnios, dignou-se Sua Majestade responder-me desta maneira: Se
ordenei que a arca do velho testamento fosse venerada com tanta
festividade e aparato, era por ser figura expressa de quem seria Mãe
do Verbo humanado.
Aquela
arca era irracional e material e com ela podia-se, sem inconveniente,
usar de tal celebridade e ostentação. Com a Arca viva e verdadeira,
porém, não permiti assim, enquanto viveu em carne mortal, para
ensinar com este exemplo o que tu e as demais almas deveis aprender,
enquanto sois viadoras.
A
meus escolhidos, gravados em minha mente e aceitação para eterna
memória, não quero que a honra e exagerado e ostensivo aplauso dos
homens lhes sirva, na vida mortal, como recompensa do que fizeram
para minha honra e serviço. Tampouco lhes convém o risco de
repartir o amor, entre Aquele que os justifica e faz santos, e
aqueles que os celebram por tais.
Um
é o Criador que os fez, sustenta, ilumina e defende; único há de
ser o amor e atenção, e não o devem repartir, ainda que seja para
remunerar e agradecer as honras tributadas, com zelo piedoso aos
justos. O amor divino é delicado, a vontade humana fragilíssima e
limitada; dividida, pouco e imperfeitamente pode fazer, e depressa
tudo perde. Para deixar este ensinamento, Eu não quis que fosse
conhecida e honrada durante a vida, nem levada ao templo com
ostentação e honra visíveis, Aquela que era santíssima e por minha
proteção não podia cometer imperfeição.
O
exemplo de Cristo e Maria,
devem
abonar a virtude e condenar o vício.
Além
disto, enviei meu Unigênito do céu, e criei aquela que seria sua
Mãe, para desiludir os mortais e tirar do mundo o erro, que se
tornara iniquíssima lei estabelecida pelo pecado: ser o pobre
desprezado e o rico estimado; abatido o humilde e exaltado o soberbo;
o virtuoso vituperado e o pecador acreditado: o modesto e recolhido
julgado por insensato e o arrogante considerado corajoso, a pobreza
humilhante e infeliz; as riquezas, fausto, ostentação, pompas,
honras e deleites perecedores, procurados e apreciados pelos homens
insipientes e carnais.
O
Verbo e sua Mãe vieram reprovar e condenar tudo isto como ilusório
e enganador, para que os mortais conhecessem o formidável perigo em
que vivem, amando e entregando-se tão cegamente, à falsidade do
sensível e deleitável.
Deste
insano amor lhes nasce o afã com que fogem da humildade, mansidão e
pobreza, afastando de si tudo o que tem cheiro de virtude verdadeira,
penitência e abnegação de suas paixões. Entretanto, é isto que
agrada à minha justiça, e é aceito a meus olhos, por ser o santo,
o honesto, o justo que será recompensado com prêmio de eterna
glória, enquanto o contrário receberá sempiterno castigo.
O
Espírito de Deus,
oposto
ao do mundo.
Os
olhos terrenos dos mundanos e carnais não conseguem ver esta
verdade, nem querem aceitar a luz que ela lhes mostraria. Tu, porém,
ouve-a, grava-a em teu coração pelo exemplo do Verbo humanado e de
sua Mãe, que em tudo o imitou. Ela era santa, e em minha estima, a
primeira depois de Cristo. Toda veneração e honra dos homens
eram-lhe devidas, pois nem poderiam lhe dar o quanto merecia.
Todavia
dispus que, por então, não fosse conhecida nem honrada, para nela
ostentar o mais santo, o mais perfeito, o mais apreciável e seguro
que meus escolhidos deveriam imitar e aprender da mestra da verdade:
a humildade, o escondimento, o retiro, o desprezo da enganadora
vaidade do mundo, o amor aos trabalhos, às tribulação, desprezos,
aflições e descrédito das criaturas.
Uma
vez que tudo isto não se ajusta com os aplausos, honras e estima dos
mundanos, determinei que Maria Puríssima não as tivesse, nem quero
que meus amigos as recebam ou aceitem. Se, para minha glória, às
vezes os torno conhecidos no mundo, não é porque eles o desejem,
mas com humildade e sem dela se afastarem, se submetem à minha
disposição e vontade. Quanto deles depende, para si só desejam e
amam o que o mundo despreza e o que o Verbo humanado e sua Mãe
Santíssima fizeram e ensinaram.
Esta
foi a resposta do Senhor à minha admiração e reparo: com isto me
deixou satisfeita e instruída de quanto desejo e devo executar.
São
Joaquim e Sant'Ana
levam
Maria ao templo.
Findo
o prazo dos três anos determinado pelo Senhor, saíram de
Nazaré, Joaquim e Ana, acompanhados de alguns parentes, levando
consigo a verdadeira Arca da Aliança, Maria Santíssima, nos braços
de sua mãe, para depositá-la no santo templo de Jerusalém.
Apressava-se
a formosa Menina com fervorosos afetos, seguindo os perfumes de seu
amado,
para ir procurar no templo aquele mesmo que levava no coração. Esta
humilde procissão seguia sem acompanhamento de criaturas terrenas
nem visível aparato, mas com brilhante e numeroso séquito de
espíritos angélicos.
Para
celebrar esta festa haviam descido do céu, além dos que
ordinariamente guardavam sua Rainha menina. Cantavam com música
celestial novos cânticos de glória e louvor do Altíssimo,
ouvindo-os a Princesa do céu, que caminhava com formosos passos à
vista do supremo e verdadeiro Salomão.
Assim
prosseguiram sua viagem de Nazaré até a cidade santa de
Jerusalém, sentindo os ditosos pais da menina Maria grande júbilo e
consolação espiritual.
Chegada
ao templo.
Chegaram
ao templo, e nele entraram, a bem-aventurada Ana em companhia de São
Joaquim, levando sua Filha e Senhora pela mão. Fizeram, os três,
devota e fervorosa oração ao Senhor: os pais oferecendo a Filha, e
esta oferecen-do-se a Si mesma, com profunda humildade, adoração e
reverência.
Somente
Ela conheceu como o Altíssimo a aceitava e recebia. De um divino
resplendor, que encheu o templo, saiu uma voz que lhe dizia:- Vem,
esposa minha, escolhida, vem a meu templo onde quero que me louves e
bendigas.
Terminada
a oração, levantaram-se e dirigiram-se ao sacerdote que os
abençoou. Todos juntos, levaram a Menina a um aposento onde se
encontrava o colégio das jovens que ali se educavam, em internato e
santos costumes, até chegarem à idade de tomar estado de
matrimônio. Recolhiam-se ali, especialmente, as primogênitas da
tribo real de Judá e da sacerdotal de Levi.
Maria,
despede-se
de seus pais.
Subia-se
a este colégio por uma escada de quinze degraus, onde vieram outros
sacerdotes receber a bendita menina Maria; aquele que a levava
colocou-a no primeiro degrau.
Ela
lhe pediu licença e, voltando-se para seus pais Joaquim e Ana,
pôs-se de joelhos, beijou-lhes as mãos, pediu-lhes a bênção e
rogou-lhes que a encomendassem a Deus.
Os
santos pais abençoaram-na com grande ternura e muitas lágrimas, e a
menina subiu os quinze degraus com incomparável fervor e alegria,
sem voltar-se para trás, sem chorar, sem tomar qualquer atitude
pueril, nem demonstrar sentimento pela despedida de seus pais. A
todos admirou vê-la com majestade e inteireza tão peregrina, em tão
tenra idade. Os sacerdotes a receberam, levaram ao colégio das
demais virgens, e o santo Simeão, sumo sacerdote, a entregou às
mestras, uma das quais era Ana, a profetisa.
Esta
santa matrona havia sido preparada com especial graça e luz do
Altíssimo, para se encarregar da filha de Joaquim e Ana. Por divina
disposição mereceu, por sua santidade e virtude, ter por discípula
aquela que seria Mãe de Deus e mestra de todas as criaturas.
São
Joaquim e Sant’Ana voltam a Nazaré.
A
escada de Jacó
Voltaram
Joaquim e Ana para Nazaré, desolados e empobrecidos, sem o rico
tesouro de seu lar, mas o Altíssimo os confortou e consolou.
O
santo sacerdote Simeão, ainda que no momento não conhecesse o
mistério encerrado naquela Menina, teve, porém, grande luz de que
era santa e escolhida do Senhor. Os outros sacerdotes sentiram também
por ela grande admiração e reverência.
Naquela
escada, que a menina subiu, realizou-se com toda a exatidão o que
Jacó viu na sua: anjos que subiam e desciam; uns acompanhavam, outros
vinham receber sua Rainha; no alto esperava-a Deus para aceitá-la
por Filha e Esposa: e, em seus afetos amorosos, ela sentiu que
verdadeiramente aquela era a casa de Deus e a porta do céu.
Maria,
confia-se
à Mestra
e
cumprimenta as companheiras.
Confiada
à mestra, a menina Maria com profunda humildade, de joelhos lhe
pediu a bênção e lhe suplicou que a recebesse sob sua obediência,
ensino e direção, tendo paciência pelo muito que com ela
trabalharia e padeceria. Ana profetisa, a mestra, recebeu-a com
agrado e lhe disse: - Minha Filha, em mim achareis mãe e amparo e
eu cuidarei de vós e de vossa criação com todo o desvelo possível.
Em
seguida, com a mesma humildade, Maria dirigiu-se a todas as meninas
que ali se encontravam, cumprimentando-as e abraçando-as.
Ofereceu-se para serva de todas, e pediu-lhes que, sendo mais velhas
e mais instruídas no que deviam fazer, a ensinassem e mandassem.
Finalmente, lhes agradeceu por a terem aceitado em sua companhia,
apesar de não a merecer.
DOUTRINA
DA SANTÍSSIMA VIRGEM MARIA
Graça
da vocação à vida religiosa
Minha
filha, a maior felicidade que, nesta vida mortal, uma alma pode
receber é ser chamada pelo - Altíssimo à sua casa, para se
consagrar ao seu serviço. Por este favor, a resgata de perigosa
escravidão, e a liberta da vil servidão do mundo, onde, sem
liberdade, deve comer o pão com o suor de seu rosto.
Quem
há, tão insipiente e obscurecido, que não conheça o perigo da
vida mundana, com tantas leis e costumes abomináveis, tais como a
astúcia diabólica e a perversidade dos homens nela introduziram?
A
melhor parte é a vida religiosa e o retiro. Aqui se encontra porto
seguro. O resto é tormenta, ondas encapeladas, cheias de dor e
desgostos. Não reconhecerem os homens esta verdade, nem agradecerem
este singular benefício, é repreensível dureza de coração e
esquecimento de si mesmos.
Tu,
porém, minha filha, não te faças surda à voz do Altíssimo.
Atende, trabalha e corresponde a ela. Advirto-te que um dos maiores
empenhos do demônio é impedir a vocação religiosa, quando o
Senhor chama e dispõe as almas para se dedicarem ao seu serviço.
Aversão
do Demônio pela Vida Religiosa
Somente
o ato público e sagrado de receber o hábito e entrar em religião,
ainda que não se faça sempre com fervor e pureza de intenção
devidas, revolta e enfurece o dragão infernal e seus demônios. Não
toleram a glória do Senhor, o gozo que sentem os santos anjos, além
de saber aquele mortal inimigo, que a vida religiosa santifica e
aperfeiçoa.
1-
Comer o pão com o suor do rosto, está aqui empregado por "viver
espiritualmente oprimido por ocupações frívolas" como se
depreende da continuação do texto. Não significa, como de início
pode parecer, que na vida religiosa coma-se o pão ociosamente, em
contraposição comê-lo no mundo com o suor do rosto.
A
vida religiosa é serviço, compreendendo portanto trabalho e
sacrifício em alguns pontos mais do que no século.
Acontece,
muitas vezes, que havendo nela entrado por motivos humanos e
terrenos, depois a ação da graça melhora e corrige tudo. Se isto
sucede quando no princípio não houve intenção tão reta como
convinha, muito mais poderosa e eficaz será a luz e virtude do
Senhor e disciplina da religião, para a alma que a abraça movida
pelo divino amor, e com íntimo e verdadeiro desejo de procurar,
servir e amar a Deus.
Ser
Fiel sem Olhar para Trás
Para
o Altíssimo reformar e aperfeiçoar quem entra no estado religioso,
qualquer que seja o motivo que o trouxe, convém que, tendo voltado
as costas ao mundo, não torne a olhá-lo, apague suas imagens da
memória e esqueça o que com tanta dignidade deixou.
Os
que não seguem este ensinamento e são ingratos e desleais a Deus,
sem dúvida são atingidos pelo castigo da mulher de Jó.
Embora pela divina piedade, não seja visível ao olhar exterior,
interiormente é muito real, tomando a alma seca, gelada, sem fervor
nem virtude.
Sem
o amparo da graça, não realizam o ideal de sua vocação, nem
aproveitam o benefício da vida religiosa. Nela não encontram
consolo espiritual, nem merecem que o Senhor os olhe e visite como a
filhos; mas são repudiados como escravos infiéis e fugitivos.
Lembra,
Maria, que para ti o mundo há de estar morto e crucificado e tu para
ele, sem guardares afeto e recordação de qualquer coisa terrena.
Se, às vezes, for necessário exercitar a caridade com o próximo,
ordena-a tão bem que, em primeiro lugar, ponhas o bem de tua alma,
sua segurança, quietude, paz e tranquilidade interior. Evitando os
excessos viciosos, deves ser muito atenta a estas advertências, se
quiseres permanecer em minha escola.
______________________
Fonte:
Soror Maria de Jesus, de Ágreda/Espanha,
“Livro
Mística Cidade de Deus”,
Segundo Livro, Cap. 1, nn.
413-428.
21
DE NOVEMBRO - A APRESENTAÇÃO DE NOSSA SENHORA NO TEMPLO - LIVRO
MÍSTICA CIDADE DE … – gloria.tv